Franca encerrou o mês de setembro com saldo positivo de 197 empregos formais, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) na semana passada. No período, foram registradas 5.457 admissões e 5.260 desligamentos, elevando o estoque total de vínculos ativos para 104.080.
Esses são os primeiros dados de um mês inteiro desde o anúncio do tarifaço pelo presidente norte-americano Donald Trump, em agosto. Na contramão das expectativas, Franca abriu mais postos de trabalho, em vez de fechar.
O resultado representa uma variação de 0,19% em relação a agosto e mantém o município em trajetória de crescimento contínuo no mercado formal de trabalho, após o bom desempenho registrado no mês anterior.
Em comparação com setembro do ano passado, quando foram abertas 174 novas vagas de emprego com carteira assinada, a variação positiva foi de 13,2% no mesmo mês deste ano.
Vagas na indústria crescem, mesmo com tarifaço
Pela primeira vez desde junho, o setor industrial liderou a geração de empregos na cidade, com 134 vagas abertas em setembro. O setor contabilizou 1.370 contratações e 1.236 desligamentos, alcançando um estoque de 27.909 vínculos ativos - o terceiro maior da economia local, atrás de comércio (29.210) e serviços (43.181).
Os números do Caged mostram que, apesar da expectativa do fechamento de vagas de emprego em Franca com a sobretaxa de 50% sobre o calçado imposta pelos Estados Unidos, os postos de trabalho não só se mantiveram, como cresceram, com a abertura de 154 novas vagas na indústria em setembro - no mesmo mês do ano passado, foram 184.
Serviços seguem em alta
O setor de serviços manteve desempenho sólido, com 118 vagas líquidas positivas. Foram 2.146 admissões e 2.028 desligamentos, consolidando o segmento como o principal empregador da cidade, com 43.181 vínculos ativos — mais de 40% de todos os empregos formais de Franca.
A variação mensal foi de 0,27%, confirmando o setor como o motor de estabilidade do mercado de trabalho local.
Construção avança, comércio oscila
A construção civil também apresentou resultado positivo, com 16 novas vagas no mês. Embora o número seja modesto, o setor mostra consistência: foram 220 contratações contra 204 desligamentos, e o estoque chegou a 2.735 empregos formais. A variação de 0,59% foi a maior entre todos os segmentos.
O comércio, por outro lado, teve leve retração, com seis vagas a menos no saldo. Foram 1.689 admissões e 1.695 desligamentos, mantendo o estoque praticamente estável, em 29.210 vínculos.
Agropecuária em retração
O setor agropecuário voltou a registrar desempenho negativo em setembro. Com apenas 32 contratações e 97 desligamentos, o saldo foi de -65 vagas, uma queda de 5,86% em relação ao mês anterior. O estoque atual é de 1.045 vínculos ativos, o menor entre os grandes grupamentos econômicos.
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