O mês está chegando ao fim, e a campanha Outubro Rosa continua mobilizando mulheres e reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama — o tipo mais comum entre elas. Em Franca, o tema ganha destaque tanto nas ações de saúde quanto em histórias de coragem e superação, como a da consultora em amamentação Iza Costa, de 43 anos, que descobriu a doença de forma inesperada.
Diagnóstico inesperado
A história de Iza Costa é um exemplo da importância da atenção ao próprio corpo. Consultora em amamentação e técnica de enfermagem no Pronto-socorro "Dr. Álvaro Azzuz", ela descobriu o câncer ao testar uma bomba de ordenha que havia sido devolvida por uma cliente. “Na hora em que coloquei o funil no peito, senti um nódulo. Assustei-me, mas nem imaginei que poderia ser câncer. Falei com meu ginecologista, fiz os exames e veio o diagnóstico: carcinoma invasivo grau 3”, relembra.
Enfrentando a quimioterapia
Iza iniciou o tratamento com quimioterapia e descreve o processo como um desafio físico e emocional. “A queda do cabelo é rápida e os efeitos colaterais são severos: enjoo, náuseas, dificuldade para se alimentar. Mas sempre penso que, quando sinto os efeitos, é o remédio agindo. Passa, e eu consigo retomar minhas atividades”, contou.
Apesar das dificuldades, ela destacou que enfrentou tudo com o apoio de pessoas próximas e da fé. “A gente vive um luto, uma dor muito grande, mas precisa reagir. Tive muito apoio da minha família, amigos e muita fé em Deus. Essa rede de amor me sustenta.”
“A rede de apoio também é parte da cura"
Iza acredita que o apoio emocional é fundamental para enfrentar o tratamento. “A rede de apoio é parte da cura. Ela é um pouquinho de quimioterapia”, diz com emoção.
Ela também reforça a importância dos exames de rotina e da mamografia anual a partir dos 40 anos. “O autoexame ajuda, mas não substitui os exames clínicos. Um tumor do tamanho de um grão de arroz pode ser visto na mamografia, mas não no toque. Quanto antes o diagnóstico, mais fácil o tratamento e maior a chance de cura.”
Vida após o diagnóstico
Mesmo em tratamento, Iza mantém uma rotina adaptada. "Evito aglomerações, alimento-me bem, faço atividade física e continuo cuidando da minha casa. Tenho limitações, mas sigo em frente. A vida continua", afirma.
Ela finalizou com uma mensagem de esperança: “por mais difícil que pareça, o diagnóstico não é o fim. É um recomeço. A fé, o amor e o apoio das pessoas fazem toda a diferença.”
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