HISTÓRIA DE SUCESSO

Mãe e filho criam casa para idosas em Franca: 'tínhamos o sonho'

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
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Lara Carolina Margato e seu filho Gustavo Dorigan na casa em que montaram o lar para idosas
Lara Carolina Margato e seu filho Gustavo Dorigan na casa em que montaram o lar para idosas

Um sonho que nasceu em meio à crise e se transformou em um negócio de sucesso. Essa é a história de Gustavo Dorigan, de 19 anos, e sua mãe, Lara Carolina Margato, de 43 anos, que superaram as dificuldades da pandemia da covid-19 e hoje administram um residencial exclusivo para idosas em Franca.

Formada em pedagogia, Lara perdeu o emprego durante o período em que as escolas suspenderam as aulas presenciais. "Na pandemia, muitos professores foram dispensados, e minha mãe foi uma dessas. A gente não sabia o que fazer", relembra Gustavo.

Com apenas R$ 1 mil em mãos, mãe e filho viajaram até o Brás, em São Paulo, onde compraram roupas para revender em Franca. O pequeno negócio deu certo. “Deu para pagar as contas, e com o tempo ela conseguiu começar o curso de enfermagem”, conta o jovem.

Enquanto Gustavo cuidava das vendas, Lara passou a atuar na área da saúde, trabalhando em hospitais, asilos e clínicas — e chegou a integrar a equipe de vacinação contra a covid-19 durante a campanha nacional.

A experiência no cuidado com idosos despertou um novo propósito: abrir um residencial voltado exclusivamente para mulheres idosas. Em julho de 2024, começaram a procurar casas e encontraram o imóvel ideal. O desafio, no entanto, era enorme. “Não tínhamos móveis nem dinheiro na conta, mas tínhamos o sonho”, lembra Gustavo.

Para viabilizar o projeto, ele conseguiu um emprego em uma loja de departamentos, enquanto Lara fazia plantões e atendia pacientes em cidades vizinhas. Aos poucos, o sonho começou a tomar forma.

A primeira moradora, dona Zefa, chegou em janeiro de 2025. “Compramos uma cama, uma geladeira e um fogão usados. A casa estava simples, mas cheia de vontade”, conta o rapaz. Logo depois veio dona Célia, e com cada nova residente, novos móveis e melhorias foram sendo adquiridos.

O negócio cresceu com base na confiança e nas indicações das famílias das primeiras idosas. "Eles acreditaram na gente quando o lar ainda tinha só três moradoras. Hoje, eles contam essa história com orgulho".

Atualmente, o Residencial Viver está lotado, com equipe completa de colaboradores, e já se prepara para mudar para um espaço maior — uma mansão. Há, inclusive, fila de espera para novas vagas.

“O projeto foi muito bem aceito. Tudo começou do zero, com esforço e parceria entre mãe e filho. A gente não tinha nada no bolso, mas tinha fé, união e o mesmo sonho”, finalizou Gustavo, emocionado.

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Comentários

1 Comentários

  • Valeska 26/10/2025
    Parabéns, em uma cidade que possui uma grande parcela de pessoas imbecilizadas,ainda sobra espaço para abrigar pessoas tão maravilhosas