AÇÃO CONJUNTA

Todo dia há tentativa de golpe do falso advogado, alerta OAB

Por Giovanna Attili | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Giovanna Attili/GCN
Presidente da Acif, Fernando Jorge; diretor do Fórum, José Arimatéa; presidente da OAB, Luiza Gouvêa; seccional Wanir Silveira Jr; e vice Denílson Carvalho
Presidente da Acif, Fernando Jorge; diretor do Fórum, José Arimatéa; presidente da OAB, Luiza Gouvêa; seccional Wanir Silveira Jr; e vice Denílson Carvalho

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Franca reuniu representantes do Judiciário e da Polícia Civil em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 22, para reforçar o alerta à população sobre o golpe do falso advogado, que tem feito vítimas em Franca e na região. O encontro marcou o lançamento de uma cartilha informativa voltada à prevenção e ao combate a estelionatários que se passam por profissionais do Direito para extorquir dinheiro de clientes.

O esquema criminoso, segundo a OAB Franca, se baseia na obtenção de informações de processos judiciais para simular comunicações autênticas com clientes. Os golpistas utilizam mensagens de WhatsApp e ligações com tom de urgência para solicitar pagamentos de supostas taxas processuais, muitas vezes com valores altos e prazos curtos.

De acordo com a presidente da OAB Franca, Luiza Gouvêa, a entidade tem atuado de forma integrada com o Fórum e a Polícia Civil desde que os primeiros casos foram identificados, em outubro de 2024.

“Todo dia há tentativas de golpe e um padrão já foi identificado. Eles se passam por advogados com base em informações de processos, pedem pagamentos via Pix e convencem as vítimas com detalhes reais dos casos”, afirmou Luiza.

O delegado seccional de Franca, Wanir Silveira Júnior, destacou que os criminosos continuam agindo de forma organizada e que as investigações seguem em andamento.

“Várias pessoas já caíram e perderam dinheiro. É um golpe que ainda está ativo, por isso, a importância das denúncias para que possamos rastrear e punir os responsáveis”, disse.

O juiz diretor do Fórum de Franca, José Rodrigues Arimatéa, reforçou que o problema não decorre de vazamento de dados judiciais, mas do uso indevido de informações públicas e da vulnerabilidade de certos grupos.

“Esse tipo de golpe costuma atingir, principalmente, pessoas idosas. É um estelionato típico, e sem o registro do boletim de ocorrência, não há como as autoridades agirem”, afirmou.

A OAB Franca anunciou ainda a criação da CCAFA (Comissão de Combate ao Falso Advogado), responsável por acolher denúncias, orientar vítimas e encaminhar os casos à DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

Entre as principais orientações, estão desconfiar de mensagens com senso de urgência, não efetuar pagamentos por Pix e confirmar pessoalmente qualquer cobrança com o advogado de confiança.

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