RECONHECIMENTO

Escola de Franca é reconhecida por educação antirracista

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/WhatsApp/GCN
Professora Manuela Damásio, coordenadora Mara Fabiana Borges, diretora Katielle Silva Fonseca e a co-patrona Vânia Aparecida
Professora Manuela Damásio, coordenadora Mara Fabiana Borges, diretora Katielle Silva Fonseca e a co-patrona Vânia Aparecida

A Escola Estadual Professor "Michel Haber", de Franca, foi selecionada para receber a honraria Selo Baobá 2025, por meio da 8ª edição do Projeto Afrodescendentes 2025, em reconhecimento à trajetória da escola na promoção da educação antirracista e no combate ao racismo.

O Selo Baobá, criado pelo grupo Educaxé, premia pessoas, instituições e produções acadêmicas que contribuem para a visibilidade e valorização das culturas africanas e afro-brasileiras, além de desenvolver práticas pedagógicas e culturais que combatem a intolerância racial. A iniciativa também reconhece comunidades de religiosidade de matrizes africanas no interior paulista que, por meio de suas práticas, promovem benefícios sociais em seus territórios.

A honraria é concedida pelo Educaxé e pela Proec, com apoio de parceiros como a Faculdade de Ciências e Letras da Unesp - Araraquara, Nupe (Núcleo Negro para Pesquisa e Extensão Universitária - Araraquara), Cladin (Centro de Estudos das Culturas, Línguas Africanas e da Diáspora Negra), e a Ayasvel - Associação Ylê Axé Sete Ventos de Luz.

A cerimônia de entrega aconteceu na última sexta-feira, 17, no Anfiteatro da Unesp/Araraquara, com a presença da professora coordenadora Mara Fabiana Borges, da professora Manuela Damásio, da co-patrona do projeto Vânia Aparecida e da diretora Katielle Silva.

O escritor Carlos de Assumpção é o patrono do Projeto, que tem Marley Morais como madrinha

Para Katielle, a premiação representa a consolidação de um trabalho que vem de anos. “O recebimento dessa honraria certifica, credencia e sela um trabalho realizado desde 2018, com a participação e envolvimento de toda a comunidade escolar", afirmou.

Segundo ela, todas as atividades possuem intencionalidade pedagógica, respeitam diretrizes e leis que nos respaldam para implementar, valorizar e reconhecer as culturas africana, afro-brasileira e indígena. "É um projeto desafiador, comprometido com a valorização da nossa ancestralidade, história e identidade cultural".

"Além disso" - completa a diretora - "atuamos em prol de valores como acolhimento, inclusão, empatia, diversidade e respeito. É muito gratificante receber reconhecimento de instituições e profissionais especializados na temática; isso sinaliza que estamos no caminho certo!”

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