Os réus investigados na segunda fase da Operação Castelo de Areia, que apura a atuação de agiotas em Franca e região, participaram nessa segunda-feira, 20, da audiência de instrução do processo. O Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), acompanhou toda a sessão.
Durante a audiência, foram ouvidas as testemunhas de defesa dos acusados e, em seguida, os próprios réus foram interrogados. O conteúdo das declarações não foi divulgado.
Segundo o MP, este é o último ato antes da apresentação das alegações finais e do julgamento definitivo pelo juiz responsável.
Operação Castelo de Areia 2
Deflagrada em 3 de junho deste ano, a segunda fase da Operação Castelo de Areia cumpriu 17 mandados de prisão temporária e 22 mandados de busca e apreensão em Franca e Ribeirão Preto. A investigação busca desarticular uma quadrilha que emprestava dinheiro a juros abusivos e utilizava ameaças e violência para cobrar as dívidas.
De acordo com o Gaeco, o esquema criminoso movimentou cerca de R$ 31 milhões nos últimos quatro anos, além dos R$ 36 milhões já identificados em fase anterior. Parte dos valores era lavada por meio de empresas de fachada, veículos de luxo e imóveis.
Na primeira fase da operação, sete integrantes foram condenados a 20 anos de prisão em regime fechado. Mesmo após essas prisões, o grupo continuou atuando na cobrança violenta de dívidas, com novos integrantes assumindo o comando das ações criminosas.
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