A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 16, a Operação Hórus 9, com o objetivo de desarticular uma célula atuante na internet voltada à disseminação de conteúdo de violência sexual contra crianças e adolescentes. O alvo foi um morador de Franca, suspeito de espalhar conteúdo de abuso infantojuvenil na rede de computadores.
A Delegacia de Polícia Federal em Ribeirão Preto cumpriu o mandado judicial de busca e apreensão, na manhã desta quinta, em uma residência em Franca, e apreendeu equipamentos eletrônicos relacionados à investigação. O material será submetido à perícia técnica.
Segundo a PF, a operação integra o conjunto de ações permanentes para combater e interromper a propagação de material de abuso sexual infantil na web. Utilizando ferramentas tecnológicas avançadas e diversos meios de obtenção de provas, os investigadores conseguiram rastrear a atuação do suspeito na rede mundial de computadores.
Se confirmadas as suspeitas, o investigado poderá responder pelos crimes de compartilhamento e armazenamento de material contendo imagens de abuso sexual de crianças e adolescentes, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, cujas penas somadas podem chegar a 10 anos de prisão.
A PF ressalta que o consumo e o compartilhamento desse tipo de conteúdo alimentam um ciclo perverso de violência, perpetuando o sofrimento das vítimas e gerando danos psicológicos e sociais irreversíveis.
Deus Hórus
O nome da operação faz referência ao deus Hórus, da mitologia egípcia, símbolo da proteção, justiça e vigilância. O “Olho de Hórus” representa a capacidade de enxergar o que está oculto, conceito que se relaciona diretamente à missão da Polícia Federal de identificar e revelar crimes praticados de forma clandestina na internet.
Além de identificar e responsabilizar os autores, a Operação Hórus 9 busca proteger as vítimas e garantir seus direitos fundamentais, como segurança, dignidade e acesso à justiça.
A PF reforça a importância da participação da sociedade no enfrentamento desse tipo de crime. Denunciar qualquer forma de violência contra crianças e adolescentes pode salvar vidas e interromper ciclos de abuso.
A instituição também alerta pais e responsáveis para a necessidade de monitorar e orientar o uso da internet por crianças e adolescentes. Conversar abertamente sobre os perigos do ambiente virtual, acompanhar o uso de redes sociais e observar mudanças de comportamento — como isolamento repentino ou segredo em relação ao celular e computador são medidas fundamentais de proteção. Ensinar como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais e reforçar que a criança pode e deve buscar ajuda são atitudes que fortalecem a prevenção.
As investigações seguem em andamento.
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