Rifaina entrou oficialmente para o Muralha Paulista, programa de segurança pública do Governo do Estado de São Paulo que utiliza câmeras inteligentes e integração de dados para monitoramento em tempo real. A tecnologia começou a operar na última sexta-feira, 10, e faz da cidade a primeira da região de Franca — e uma das menores do Estado — a adotar o sistema.
O Muralha Paulista cruza informações de câmeras instaladas nos municípios com o banco de dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) e envia alertas imediatos à polícia em casos suspeitos. O objetivo é ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança e dificultar a mobilidade de criminosos.
Como o sistema funciona?
A tecnologia combina reconhecimento facial e leitura automática de placas de veículos, identificando foragidos da Justiça, pessoas desaparecidas e carros furtados ou roubados. Os dados captados em Rifaina são enviados ao centro de operações do Estado, que faz a checagem e retorna, em tempo real, para a polícia local e demais forças de segurança.
“Esse é um grande avanço em segurança pública com o uso de tecnologia. O sistema gera alertas em tempo real e tem sido fundamental para o controle da mobilidade criminal, fortalecendo a atuação das nossas forças policiais”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite.
Onde a tecnologia já começou a funcionar?
Rifaina se junta a São Paulo, Praia Grande, São Carlos e Indaiatuba, que já operam o sistema. “A política pública integra câmeras de monitoramento dos municípios ao sistema estadual, permitindo a identificação automática de foragidos da Justiça, pessoas desaparecidas e veículos roubados ou furtados”, comentou o vice-prefeito Cidinho (PSD).
O subsecretário de Projetos da SSP, Rafael Ramos, destacou que “é a primeira vez que o Estado conecta os municípios em um sistema unificado de segurança pública, funcionando como um grande concentrador de dados”.
Integração e expansão
O programa tem como meta expandir a cobertura para todo o território paulista. Além da integração com câmeras municipais, a ferramenta também permite que cidadãos e comércios conectem seus próprios equipamentos ao sistema, fortalecendo a rede de monitoramento.
Os agentes das polícias Civil, Militar e Guardas Municipais têm acesso a um aplicativo exclusivo que possibilita consultas rápidas sobre mandados de prisão, celulares, armas registradas e outras informações relevantes para operações em campo.
Proteção de dados
Segundo o governo estadual, todo o sistema opera de forma integrada com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e segue as normas da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), com acesso restrito e acompanhamento da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados).
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