JUSTIÇA

'Alívio e esperança', diz família após a prisão de assassino

Por Giovanna Attili | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Divulgação/Redes sociais
À esquerda, a vítima Adriano William, e à direita, Samir Moussa
À esquerda, a vítima Adriano William, e à direita, Samir Moussa

A família do auditor fiscal Adriano William de Oliveira, de 52 anos, morto a tiros em março de 2022, em Franca, se manifestou após a Justiça revogar o habeas corpus que mantinha o dentista Samir Panice Moussa em liberdade. Ele havia sido solto em agosto de 2024 e voltou a se apresentar ao Fórum da cidade na quarta-feira, 1º.

Em nota oficial, a família de Adriano afirmou estar aliviada com a revogação do habeas corpus e disse esperar que o dentista responda pelo que fez. “Diante da recente informação de que Samir Panice Moussa voltou à prisão, nossa família recebe essa notícia com um sentimento de alívio e esperança".

"Após mais de um ano marcado por angústia, insegurança e sofrimento com a liberdade daquele que cometeu um crime tão brutal, sentimos agora que ele está, de fato, respondendo pelo que fez", completou o texto.

Ainda no pronunciamento, além de agradecer o apoio de todos, os familiares dizem confiar na Justiça e expressaram que o maior desejo deles é buscar uma conclusão definitiva para o crime, para que possam encontrar paz. "Nosso maior desejo agora é que ele seja responsabilizado de maneira definitiva e que nossa família possa, enfim, encontrar algum tipo de paz diante dessa tragédia irreparável."

O caso 

Adriano Willian de Oliveira foi morto a tiros na noite de 12 de março de 2022, em Franca, pouco depois de deixar um bar na avenida Major Nicácio, na região central da cidade. Segundo a Polícia Civil, ele se preparava para entrar na caminhonete quando foi surpreendido por um homem armado. Os disparos atingiram o tórax e a cabeça da vítima, que morreu no local.

Com base em imagens de câmeras de segurança, os investigadores identificaram o veículo usado na fuga e chegaram ao dentista Samir Panice Moussa, preso em flagrante naquela mesma noite. Em depoimento, ele afirmou ter agido movido por ciúmes da ex-mulher, com quem havia se separado há cerca de um ano e que, segundo ele, mantinha um relacionamento com Adriano.

Ainda conforme a polícia, no fim de 2021, o auditor fiscal havia registrado um boletim de ocorrência contra Moussa por perseguição. Na época, o dentista alegou que, na verdade, era ele quem vinha sendo ameaçado e seguido por Adriano, mas disse não ter formalizado denúncia.

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