NA CADEIA

Pedreiro é condenado a 26 anos por feminicídio na região

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução
Cléber Balduíno sendo preso pelo delegado Gabriel Fernando; vítima Maria de Fátima Batista Silva
Cléber Balduíno sendo preso pelo delegado Gabriel Fernando; vítima Maria de Fátima Batista Silva

O pedreiro Cléber Balduíno de Oliveira foi condenado nesta quinta-feira, 25, a 26 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da ex-companheira Maria de Fátima Batista Silva, de 32 anos, em setembro de 2024, em Igarapava.

A decisão foi do júri popular realizado no Fórum da cidade, exatamente um ano após o crime. Cléber recebeu 24 anos de reclusão por homicídio qualificado por asfixia e feminicídio e mais 2 anos por ocultação de cadáver.

Os familiares de Maria de Fátima participaram online do julgamento, já que eles são dos estados do Pará e Maranhão. A filha de Maria de Fátima, dias após o crime, foi morar com a avó materna. Amigos participaram do julgamento.

O caso

Maria de Fátima desapareceu em 26 de setembro de 2024. Câmeras de segurança mostraram a vítima entrando na casa do ex-companheiro, mas apenas ele deixou o local horas depois, dirigindo sua caminhonete.

No dia seguinte, a polícia iniciou as investigações e encontrou indícios do envolvimento de Cléber, como marcas de terra na caminhonete e fios de cabelo na carroceria.

Doze dias após o crime, o acusado confessou ter estrangulado a vítima e indicou o local onde escondeu o corpo, em uma área de brejo entre Igarapava e Buritizal. Ele foi preso preventivamente em 1º de outubro de 2024.

Investigações

De acordo com a Polícia Civil, o crime foi motivado por ciúmes, e pelo histórico de agressões e ameaças durante o relacionamento. Cléber já tinha passagens pela Lei Maria da Penha e por homicídio.

Na ocasião, a operação de localização do corpo contou com equipes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca e da Delegacia de Polícia de Igarapava. O corpo, encontrado em estado avançado de decomposição, foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Franca.

O julgamento

Durante o júri, o Ministério Público sustentou que o crime foi cometido de forma cruel, com asfixia, configurando feminicídio. A defesa tentou afastar a qualificadora, mas os jurados acolheram integralmente a denúncia.

A sentença fixou a pena total em 26 anos de prisão em regime fechado.

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