EM PRISÃO DOMICILIAR

'Nada de ilícito', diz defesa de suspeito de agiotagem

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução/GCN
Eraldo Bastos foi preso após operação do Gaeco
Eraldo Bastos foi preso após operação do Gaeco

A defesa de Eraldo Bastos Guimarães, investigado na Operação Castelo de Areia, se manifestou após a decisão da Justiça que converteu a prisão preventiva do réu em prisão domiciliar. Ele e outros alvos foram presos após o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), deflagrar a operação contra núcleos de acusados agiotagem que movimentavam milhões de reais em FrancaRibeirão Preto e até em Minas Gerais

Segundo os advogados Sandra Mara Domingos e Thales Henrique Domingos Barrelin, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão e da prisão temporária, em 3 de junho deste ano, nada de ilícito foi encontrado.

"Nada, absolutamente nada, de ilícito foi encontrado para provar a função contínua do acusado ou qualquer ilicitude, não demonstrou tarefas ou comprovou a participação junto aos sentenciados da Castelo de Areia fase 1", diz trecho da nota dos advogados.

Os advogados afirmam ainda que não existem provas concretas de que Eraldo estivesse comprometido com práticas ilegais da organização criminosa. “Ele não tinha qualquer relação comercial, trabalhista ou qualquer outra com os demais investigados e sentenciados, apenas familiar”, sustentaram.

Na fase de instrução processual, foram ouvidas testemunhas e realizado o interrogatório do réu, ocasião em que a defesa pediu a revogação da prisão preventiva. O Ministério Público, segundo os advogados, por sua vez, reconheceu que não havia elementos que indicassem risco à ordem pública em caso de soltura, mas opinou pela manutenção de medidas cautelares.

O juiz da 3ª Vara Criminal de Franca indeferiu a liberdade plena, mas converteu a prisão preventiva em prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica e restrições de contato com outros acusados.

A defesa informou que continuará atuando para obter uma decisão final favorável ao cliente.

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Comentários

1 Comentários

  • LUIS GUSTAVO 25/09/2025
    Eu quero entender se no código penal brasileiro, emprestar dinheiro a juros altos é crime, pois sempre existiu e sempre existirá agiotas, pois muitas pessoas e empresas recorrem a eles para pegar dinheiro emprestado, descontar cheques ou duplicatas, claro eles cobram juros abusivos, tem métodos de cobrança muita das vezes agresssivos etc, mas bancos também cobram juros abusivos, e outra o agiota não oferece dinheiro para ningúém , quem precisa é que vai atrás e sabendo dos métodos deles.