O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) anulou nessa segunda-feira, 24, o júri que absolveu o fazendeiro Luciano Berteli de Figueiredo, acusado de ser o mandante da morte da servidora pública Janaína de Oliveira Carrijo, assassinada em abril de 2021, em Patrocínio Paulista. O caso segue em segredo de Justiça e ainda cabe recurso.
Em nota, a defesa de Berteli afirmou “inconformismo com a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo”, alegando que não houve justiça e que a medida “afronta a lei e as provas dos autos”. Os advogados disseram ainda que vão recorrer para manter a absolvição que ocorreu no primeiro júri.
O crime
Janaína de Oliveira Carrijo, de 48 anos, foi morta com um tiro na cabeça na noite de 16 de abril de 2021, na rodovia Ronan Rocha (SP-345). Ela dirigia acompanhada da filha de 11 anos, quando o carro foi emparelhado por outro veículo, de onde partiram os disparos.

A mulher, que era servidora da justiça estadual, perdeu o controle da direção, saiu da pista e parou em um barranco. A filha conseguiu sair ilesa e foi amparada por moradores da região.
De acordo com as investigações, Berteli, ex-marido da vítima, teria encomendado o crime, e uma outra mulher, Regiane de Fátima Ferreira, teria intermediado o contato com os executores.
Antes de morrer, Janaína havia registrado boletins de ocorrência contra o ex, relatando ameaças. Inclusive, com imagens dela sendo agredida por Luciano.
O júri
Luciano Berteli e Regiane de Fátima Ferreira foram absolvidos das acusações em 2023, após dois dias de julgamento no Fórum de Ribeirão Preto.
Na ocasião, o júri concluiu, com base no artigo 386, inciso IV, do Código de Processo Penal, que não havia provas de participação deles no crime.
Com a decisão, ambos foram soltos depois de permanecerem presos desde 2021. Outros dois acusados, apontados como executores, seguem foragidos.
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