SETEMBRO AMARELO

Depressão não é frescura: psicóloga ensina a perceber sinais

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Sampi/Franca
Divulgação/Caps Florescer
Coordenadora e psicóloga do Caps III Florescer de Franca, Isabela Cintra Moherdaui
Coordenadora e psicóloga do Caps III Florescer de Franca, Isabela Cintra Moherdaui

No mês do Setembro Amarelo, especialistas destacam a importância de falar sobre saúde mental e prevenção ao suicídio. Para a coordenadora e psicóloga do Caps (Centro de Atenção Psicossocial) III Florescer de Franca, Isabela Cintra Moherdaui, o primeiro passo para ajudar quem sofre é perceber os sinais de alerta, que muitas vezes são discretos.

“A pessoa em sofrimento mental tende a se isolar, perde o interesse por atividades que antes gostava, apresenta alterações no sono, no apetite e na concentração”, explicou a especialista.

Isabela destacou que o preconceito ainda é uma grande barreira. “Infelizmente, muitos ainda acreditam que depressão é frescura, falta de fé ou preguiça. Mas estamos falando de uma doença séria, que precisa ser tratada com acompanhamento profissional”.

Os sinais de alerta podem se manifestar em todas as idades. Em crianças e adolescentes, é comum notar agressividade e dificuldades escolares. Já nos idosos, a depressão pode estar ligada a sentimentos de luto, limitações físicas e isolamento.

Onde buscar ajuda gratuita em Franca?

A coordenadora salienta que a cidade oferece apoio gratuito e humanizado. O principal serviço é o Caps III Florescer, localizado na rua da Concórdia, 4.881, no Parque dos Pinhais, que funciona 24 horas por dia e atende em regime de "portas abertas", ou seja, não é preciso encaminhamento médico para ser acolhido. A unidade de saúde mental é mantida pela Prefeitura de Franca e administrada pela Fundação Allan Kardec.

Outras opções

Quem precisa de ajuda pode procurar as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) do seu bairro, entrar em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida), pelo telefone 188, disponível 24 horas, ou recorrer a serviços de emergência, como os prontos-socorros.

“Assim como cuidamos da pressão alta ou da diabetes, precisamos cuidar da mente. Buscar ajuda profissional é um ato de coragem e pode transformar vidas”, finalizou Isabela.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

1 Comentários

  • EDILSON CESAR RIBEIRO 25/09/2025
    Concordo com a Psicóloga.