A Justiça da 3ª Vara Criminal de Franca decidiu nesta terça-feira, 23, sobre os pedidos de revogação de prisão preventiva de três acusados ligados à organização criminosa alvo da Operação Castelo de Areia, que investiga um esquema milionário de agiotagem, lavagem de dinheiro e extorsão na cidade de Franca e região.
O juiz Orlando Brossi Júnior atendeu parcialmente aos pedidos apresentados pelas defesas. O réu Célio Luis Martins teve a prisão preventiva revogada, enquanto Eraldo Bastos Guimarães teve a custódia convertida em prisão domiciliar. Já o acusado Rayander Luiz Nascimento continuará preso preventivamente, após decisão que acompanhou o parecer do Ministério Público.
O que a Justiça decidiu?
Em relação a Célio Luis Martins, o magistrado destacou que, após a conclusão da fase de instrução, não ficou evidenciado que a liberdade dele represente risco à ordem pública. Por isso, substituiu a prisão por medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal, como comparecimento mensal em juízo, proibição de contato com outros acusados, restrição de circulação na comarca, recolhimento domiciliar noturno (das 20h às 6h) e tornozeleira eletrônica.
No caso de Eraldo Bastos Guimarães, a Justiça indeferiu o pedido principal da defesa de liberdade, mas acatou a solicitação subsidiária, transformando a prisão preventiva em prisão domiciliar. Ele também deverá usar tornozeleira eletrônica e está proibido de manter contato com acusados desta ação penal e da primeira fase da operação.
Já para Rayander Luiz Nascimento, o juiz manteve a prisão preventiva, entendendo que sua soltura representaria risco à ordem pública e possibilidade de reiteração criminosa. O Ministério Público havia se posicionado pelo indeferimento do pedido, sustentando que os elementos colhidos no processo reforçaram a participação dele na organização criminosa.
O acusado Eraldo Bastos Guimarães é representado pelos advogados Sandra Mara Domingos e Thales Henrique Domingos Barrelin.
Relembre a Operação Castelo de Areia
Deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), a Operação Castelo de Areia já teve três fases desde 2023 e desarticulou núcleos de agiotas que movimentavam milhões de reais em Franca, Ribeirão Preto e até em Minas Gerais. O grupo oferecia empréstimos com juros abusivos, geralmente de 20% ao mês, e cobrava as dívidas com ameaças e violência.
Para lavar o dinheiro, eram utilizadas empresas de fachada, além de contas bancárias em nome de laranjas.
Leia mais: Veja o papel dos agiotas e como agia a quadrilha em Franca
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.
Comentários
1 Comentários
-
Edi 23/09/2025Que absurdo é este sr. JUIZ,?? SOLTANDO bandidos, assassinos comprovados! É pessoal este Brasil realmente é paraiso de bandidos, sr Juiz tome vergonha na sua cara! As ruas lotadas de ladrões em Franca! E quando confiamos na \"Justiça\"? Acontece isto, Parabéns doutor vamos ver o.próximo devedor executado e fazer o GCN entrevistar o meritissímo