DIRETO PRA CADEIA

Empresário que matou francana em acidente é condenado a 14 anos

Por Jordy Silva | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Empresário José Vieira e vítima Katiuscia Alves, que morreu no acidente
Empresário José Vieira e vítima Katiuscia Alves, que morreu no acidente

Foi condenado a 14 anos e quatro meses de prisão em regime fechado o empresário Fabrício de Luna Vieira, de 42 anos, responsável pelo acidente que matou a francana Katiuscia Bianca, de 31 anos, em 2019, na rodovia Cândido Portinari, em Brodowski.

A sentença foi definida pelo Tribunal do Júri na noite desta quinta-feira, 18, na Câmara dos Vereadores da cidade, após mais de oito horas de sessão. Vieira foi considerado culpado por homicídio doloso, quando se assume o risco de matar, e por duas tentativas de homicídio, já que o noivo de Katiuscia, Igor de Moraes Alves, e a filha do casal também ficaram feridos.

No julgamento, foi decidido que não caberia recurso em liberdade, e o empresário foi levado imediatamente para o sistema prisional por uma viatura da Polícia Militar.

Foram ouvidas quatro testemunhas de acusação, uma de defesa, além de Igor e do próprio réu. Depois dos debates entre acusação e defesa, os jurados deram o veredito pela condenação.

De acordo com a EPTV, afiliada da TV Globo, familiares de Katiuscia se emocionaram ao lembrar da dona de casa que morava em Franca, morta há seis anos.

Mãe morreu protegendo a filha

O acidente aconteceu na noite de 13 de janeiro de 2019. O carro onde estavam Katiuscia, o marido e a filha pequena do casal foi atingido pelo veículo conduzido por Vieira.

Com o impacto, o carro da família foi arremessado contra uma árvore no acostamento da rodovia.

Katiuscia chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo o marido, que é mecânico, a mulher estava no banco do passageiro, mas trocou de lugar para o banco traseiro minutos antes da colisão, após a filha acordar chorando.

No momento do impacto, ela teria se debruçado sobre a cadeirinha, para proteger a menina.

Testemunhas relataram que o empresário apresentava sinais visíveis de embriaguez e chegou a pedir que a Polícia Militar não fosse acionada. O próprio marido da vítima afirmou que, além de estar bêbado, Vieira o ameaçou logo após a batida.

Um vídeo gravado após o acidente, mostrou o motorista alterado e confessado ter bebido horas antes em Ribeirão Preto. Esse vídeo foi usado pelo Ministério Público na acusação.

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Comentários

1 Comentários

  • APARECIDO DONIZETE NUNES 19/09/2025
    14 anos é muito pouco, esse Código Pênal Brasileiro precisa urgentemente ser mudado.