O professor Lucas Antonio de Lacerda, conhecido como "Luquinha", de 36 anos e natural de Franca, foi morto a tiros na tarde da última segunda-feira, 15, em São José, na Grande Florianópolis (SC), onde morava. O corpo foi velado e sepultado na quarta-feira, 17, em Restinga.
De acordo com informações do g1 Santa Catarina, Lucas era professor de língua portuguesa em um cursinho preparatório e foi atingido enquanto estava dentro de um carro parado em frente a uma padaria. O veículo ficou marcado pelos disparos.
Testemunhas relataram que homens armados se aproximaram e atiraram várias vezes contra o carro em que Lucas estava. O professor não resistiu e morreu ainda no local.
O caso chocou colegas de trabalho e ex-alunos, que usaram as redes sociais para lamentar a morte. Até o fechamento desta matéria, ninguém havia sido preso.
A Polícia Civil de Santa Catarina informou que as investigações estão em fase inicial e trabalham com diferentes linhas para esclarecer a execução.
“A investigação ainda está em fase inicial, então trabalhamos com todas as hipóteses. Em princípio, não há indícios que apontem para isso [relação com o processo criminal], mas nenhuma hipótese está descartada”, afirmou ao g1 SC o delegado Diego Parma, responsável pelo caso.
Lucas era réu em um processo criminal por homicídio culposo no trânsito, aberto em 2024, após um acidente em Florianópolis que resultou na morte de um motociclista. O Ministério Público de Santa Catarina denunciou o professor em julho deste ano, e a Justiça aceitou a denúncia no mesmo mês.
Na defesa apresentada, Lucas alegou que a acusação era “inepta” e que não havia provas de autoria. A Justiça, no entanto, negou o pedido e marcou audiência de instrução para 24 de junho de 2026.
Segundo a Polícia Civil, até o momento não há indícios de ligação direta entre o processo e o assassinato.
Trajetória acadêmica e profissional
Lucas era licenciado em Letras pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) mestre em Linguística pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Construiu sua carreira como professor em cursinhos preparatórios e instituições de ensino.
Em nota de pesar, o Gaia Curso e Colégio, onde ele trabalhava, destacou a dedicação do educador.
“Amigo leal. Profissional sério. Pai amoroso. Atento aos alunos e às famílias. Deixa em nós uma saudade imensa. Nos solidarizamos com a família, amigos e alunos neste momento de profunda dor”, escreveu a instituição.
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