O sapateiro Bruno Prado Silva Souza, de 31 anos, permanece internado em estado grave na UTI da Santa Casa de Franca após ter sido baleado duas vezes na porta de seu trabalho, na rua Sergipe, Vila Aparecida. A família cobra justiça. Bruno segue recebendo cuidados intensivos.
A família do sapateiro, no entanto, cobra Justiça. Em entrevista, a prima de Bruno destacou a indignação com a situação. “Ele é pai de família, tem um filho pequeno e sua esposa está grávida do segundo. O mecânico que tentou matar o Bruno está solto, vivendo normalmente, e isso é uma covardia. Bruno nunca fez mal a ninguém, já tinha problemas de saúde e não podia brigar com ninguém. Queremos que a mulher dele também seja presa, porque ela estava dentro do carro e participou de tudo isso, foi cúmplice”, declarou.
O crime aconteceu no dia 8 de setembro, quando um empresário de 47 anos, registrado como CAC (Colecionador, Atirador e Caçador), se apresentou à Polícia Civil e confessou ser o autor dos disparos. Em depoimento à DIG (Delegacia de Investigações Gerais), ele afirmou que atirou após desentendimentos envolvendo o conserto de um carro.
Segundo o delegado Márcio Murari, o suspeito contou que Bruno teria retirado um veículo da oficina sem autorização e discutido por telefone com sua esposa. Ele também alegou ter recebido áudios com tom intimidador, enviados por Bruno a um funcionário. No dia do crime, ao passar em frente à fábrica onde o sapateiro trabalhava, decidiu efetuar os disparos.
Após o atentado, o empresário fugiu e descartou a arma nas imediações da represa do Estreito, em Minas Gerais. O revólver ainda não foi encontrado.
A Polícia Civil informou o Exército sobre o caso em razão do registro de CAC do acusado. O inquérito segue em andamento, com laudos periciais pendentes e o exame de corpo de delito da vítima. Enquanto isso, o investigado responderá em liberdade.
A família de Bruno segue em vigília, aguardando sua recuperação e pedindo que a Justiça responsabilize não só o autor dos disparos, mas também sua esposa, acusada de ser cúmplice.
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Comentários
2 Comentários
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Dirceu 15/09/2025Todo mundo quer justiça.... quando o Bruno foi ameaçar a mulher do outro... ninguém falou em justiça... foi a batata assar pro lado dele e agora querem justiça... Assim é fácil.. \"Quem com ferro fere, com ferro será ferido\" -
Wilson Silva 14/09/2025Acho que num caso como este, a justiça já que não prendeu o indivíduo nem a mulher dele, e o mesmo confessou que foi ele quem atirou no trabalhador, deveria fazer o acusado pelo menos pagar pra família o que o trabalhador ganhava honestamente com seu trabalho e assim diminuir um pouco os prejuízos financeiros que ele causou nesta família, sem contar o abalo emocional na família desse rapaz, e isso não têm preço.