Um estudante de 13 anos, diagnosticado com autismo grau 2, foi vítima de bullying e agredido dentro da Escola Estadual "Genoveva Pinheiro Vieira", em São Joaquim da Barra, na região de Franca. O caso aconteceu na última quinta-feira, 11, e foi registrado pela Polícia Civil como intimidação sistemática (bullying). Antes do aluno ser agredido, ele estaria sendo provocado pelo outro aluno e, neste momento, acabou acontecendo a briga entre os menores, e o estudante machucado.
De acordo com o relato da mãe, o aluno sofreu agressões de um colega, que atingiu seu olho, deixando-o com hematomas e dores. Ela diz que a escola não prestou atendimento médico imediato ao adolescente.
“A escola acionou primeiro os responsáveis pelo menino. Quando eu cheguei, o meu filho já não estava com ele e nem com o responsável. Só tinham colocado gelo no olho dele. Não levaram ao médico, não verificaram se tinha fratura, nada”, relatou.
A mulher afirma que o filho já vinha sendo alvo de xingamentos e humilhações. “Ele vinha chamando-o de autista, de macaco, de cão, dizia que ele não deveria existir. Isso não foi a primeira vez que aconteceu dentro dessa escola. Meu filho está sofrendo há algum tempo”, desabafou.
O menino chegou a dizer à mãe que não queria mais frequentar a escola. “Ontem (quinta-feira) ele chorava e falou: ‘Mãe, ainda bem que eu não fiquei cego. Está roxo, está doendo, mas eu estou enxergando’. Depois disse que não vê mais sentido na vida, que em qualquer escola ele vai sofrer bullying”, contou, emocionada.
Após a confusão, a mãe acionou a Polícia Militar, que levou o filho até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da cidade. Lá, ele passou por atendimento, fez raio-x e foi medicado. Em seguida, mãe e filho foram levados à delegacia, onde o caso foi formalizado.
Segundo ela, a medida adotada pela escola foi suspender o agressor. “O menino tomou uma suspensão, foi pra casa e ficou por isso mesmo. Eu estou dando andamento, porque não pode acontecer isso. Eu mesma acionei a polícia e o Conselho Tutelar. A escola não chamou ninguém”, disse.
O caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar e à Delegacia de Ensino, para providências cabíveis.
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que repudia todo e qualquer tipo de violência dentro ou fora do ambiente escolar.
Segundo a pasta, assim que a direção soube do ocorrido, acionou os responsáveis de ambos os estudantes imediatamente, e conversou com todos conforme eles compareciam na unidade para orientar sobre as medidas disciplinares cabíveis.
"A Polícia Militar também foi acionada para auxiliar nas orientações, e mais tarde acompanharam a responsável e o aluno agredido para o atendimento médico. O caso foi inserido no Conviva-SP, plataforma de gestão das ocorrências das escolas estaduais. Um profissional do programa Psicólogos nas Escolas que já atua com frequência na unidade escolar intensificará as estratégias de cultura de paz e mediação de conflitos", afirmou trecho da nota.
Por fim, a Secretaria de Educação afirmou que a unidade regional de ensino de São Joaquim da Barra e a unidade escolar estão à disposição da família e da comunidade escolar para mais esclarecimentos.
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