PERIGO

Franca recebe segundo ‘alerta severo’ em dois dias seguidos

Por Giovanna Attili e Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Giovanna Attili/GCN
Céu visto do bairro São José, na terça-feira, quando grande incêndio atingiu áreas rurais em São José da Bela Vista
Céu visto do bairro São José, na terça-feira, quando grande incêndio atingiu áreas rurais em São José da Bela Vista

Um novo alerta severo da Defesa Civil foi recebido pelos moradores de Franca e região na tarde desta quinta-feira, 11. A notificação aponta a umidade do ar em nível crítico e propõe medidas a serem tomadas pela população.

O alerta chegou nos celulares por volta das 12h30, surpreendendo mais uma vez os francanos, que já haviam recebido uma notificação semelhante na tarde dessa quarta-feira, 10, que informava o estado de emergência no nível de umidade do ar.

O texto do novo alerta é o seguinte: “Perigo! Umidade do ar em nível crítico. Alto risco de incêndios florestais. Beba água e NÃO faça queimadas”. Diferente do texto do dia anterior, este não tem prazo de validade.

Lembrando que a previsão do tempo indica que, nesta quinta-feira, a umidade deve atingir 12% e, na sexta-feira, 12, o índice não deve passar dos 37%, tendo mínima de 14%. O ideal para a saúde humana é entre 60% e 80%.

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) expediu alerta vermelho de baixa umidade para a região de Franca, onde é esperado umidade abaixo de 12% e grande risco de incêndios florestais e à saúde (doenças pulmonares, dores de cabeça e etc).

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Medidas preventivas 

De acordo com o Ministério da Saúde, a baixa umidade pode provocar uma série de desconfortos, como irritação nos olhos, garganta seca, sangramentos nasais e dificuldade para respirar. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma e bronquite, são os mais vulneráveis. Além disso, o ar seco favorece a propagação de vírus e bactérias, aumentando o risco de infecções respiratórias.

Outro ponto de atenção é a prática de exercícios físicos ao ar livre. Médicos alertam que, em momentos de baixa umidade, o esforço físico intenso pode sobrecarregar o sistema respiratório e cardiovascular, especialmente nas horas mais quentes do dia. O ideal é optar por atividades em ambientes fechados e climatizados ou, caso não seja possível, se exercitar nos períodos da manhã ou fim da tarde, quando a temperatura está mais amena.

Para reduzir os efeitos do clima seco, a recomendação é manter a hidratação constante, evitar exposição prolongada ao sol, usar soro fisiológico nas narinas e umidificadores ou até mesmo toalhas molhadas nos ambientes internos.

A Defesa Civil reforça que, enquanto os índices de umidade permanecerem em níveis críticos, a população deve redobrar os cuidados e evitar situações de risco, como queimadas ou fogueiras, que agravam ainda mais a qualidade do ar.

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