OUTRA BRIGA

Adolescente é agredida após discussão em escola de Franca

Por Giovanna Attili | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/WhatsApp/GCN
Registros retirados de vídeo divulgado nas redes sociais
Registros retirados de vídeo divulgado nas redes sociais

Uma estudante de 15 anos, aluna da Escola Estadual "Doutor Orlik Luz", em Franca, foi agredida por uma colega na última semana. A confusão teria se iniciado com uma discussão verbal no interior da escola e evoluiu para o confronto físico.

Segundo a mãe da menina agredida, a discussão teve início ainda dentro da unidade, no horário de saída. Em vídeo divulgado nas redes sociais, é possível ver que a adolescente tentou evitar o confronto e seguiu em direção à sua casa, mas foi acompanhada por um grupo de alunos que incentivava a briga. No trajeto, uma colega de turma puxou a estudante e iniciou as agressões, registradas em vídeo por outro jovem.

A mãe afirma que o vídeo foi publicado nas redes sociais e mostra o momento em que a adolescente cai no chão e recebe golpes, além de ser atingida por um chute desferido pelo aluno que fazia a gravação. O mesmo rapaz seria um ex-aluno expulso da escola que, de acordo com a família, teria acesso frequente às dependências da unidade durante a saída dos estudantes.

A família também reclama da ausência de comunicação da escola sobre o episódio. A mãe conta que procurou a direção em busca de explicações e que, ao falar por telefone com a vice-diretora, sentiu-se tratada com desrespeito. Na conversa gravada, a gestora afirma que precisava ouvir as partes envolvidas e que não autorizava a gravação da chamada. Em outro momento, ela aconselha que a estudante não fosse à escola naquele dia.

“Eu não gostaria, se fosse a minha irmã, eu não gostaria que ela viesse à escola hoje, porque ela pode ficar agitada, como ela tem ficado agitada há algum tempo. Não tem ninguém justificando a agressão, porque eu não conversei com a outra menina, eu quero saber o que aconteceu. Eu não deixaria ela vir, simplesmente pelo fato de que, se ela está com dor, é melhor que ela fique em casa até que a gente esclareça os fatos”, diz o áudio que seria da vice-diretora.

A mãe relata ainda que a filha não foi levada ao pronto-socorro e que, até o momento, não registrou boletim de ocorrência. Ela afirma, no entanto, que pretende procurar o plantão policial, já que a adolescente continua sendo ameaçada. Segundo a denúncia, o ex-aluno envolvido teria ido até a casa onde a estudante mora e a intimidado pessoalmente.

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O que dizem as Secretarias Estaduais?

Em nota, a Secretaria de Educação Estadual, por meio da URE (Unidade Regional de Ensino), lamentou e repudiou todo e qualquer ato de violência dentro ou fora do ambiente escolar. De acordo com a pasta, uma apuração preliminar será instaurada para avaliar a conduta da direção da escola em relação ao caso.

Sobre o ocorrido, os responsáveis dos alunos envolvidos serão contactados afim de informar as medidas disciplinares cabíveis.

Já a Secretaria de Segurança Pública, também acionada por se tratar de um caso de violência em via pública, não se manifestou.

Confira na íntegra a nota da Secretaria de Educação:

"A URE (Unidade Regional de Ensino) de Franca lamenta e repudia todo e qualquer ato de violência dentro ou fora do ambiente escolar. Uma apuração preliminar será instaurada para avaliar a conduta da direção em relação ao caso.

A unidade de ensino também entrará em contato com os responsáveis pelas estudantes envolvidas a fim de informar as medidas disciplinares cabíveis.

A ocorrência foi inserida na plataforma Conviva, de gestão das ocorrências das escolas estaduais, e um profissional do programa Psicólogo nas Escolas foi designado para atender as estudantes, se elas desejarem.

A URE Franca fica à disposição da família e da comunidade escolar para mais esclarecimentos."

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Comentários

1 Comentários

  • Darsio 13/09/2025
    Assédios a professores, desespero para melhorar os resultados do estado no SAEB, fechamento de salas de aula e superlotação de outras, meio bilhão de reais gastos com aplicativos profundamente duvidosos quanto a eficácia, maquiagem de resultados, fim das salas de aula no noturno obrigando estudantes a percorrerem grandes distâncias. Essa é a educação de Tarcísio e de seu Secretário Feder que os paulistas aprovam.