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Adolescente denuncia racismo em escola de Franca: 'É crime'

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Google
Escola Estadual 'Professora Stella da Matta Ambrósio', em Franca
Escola Estadual 'Professora Stella da Matta Ambrósio', em Franca

Uma estudante de 15 anos diz que foi vítima de injúrias raciais dentro de uma escola estadual de Franca. O caso teria ocorrido na manhã do dia 4 de setembro, por volta das 10h, quando a aluna pediu ao professor que retirasse uma colega de sala que atrapalhava a aula. A partir daí, a adolescente teria passado a ser alvo de xingamentos e ameaças.

O caso teria acontecido na Escola Estadual "Professora Stella da Matta Ambrósio", no Jardim Pulicano, zona oeste de Franca.

Segundo a mãe da vítima, a agressora chamou sua filha de “macaca”, fez comentários pejorativos sobre seu cabelo e corpo e ainda ameaçou agredi-la na saída da escola.

Durante toda a aula, as intimidações teriam continuado. A estudante pediu ajuda ao diretor da instituição, mas, de acordo com a mãe, ele se negou a ligar para a família e também não acionou a polícia.

A mãe relatou que só foi comunicada após a filha insistir, na secretaria da escola. Quando chegou ao local, disse ter percebido uma tentativa da direção de minimizar os fatos. “O diretor tentou descaracterizar o crime, dizia que foi apenas ameaça e que não aconteceria nada, porque conhecia a outra aluna desde pequena”, contou.

Conforme o boletim de ocorrência registrado, a vítima e a mãe pediram providências imediatas, mas a escola aplicou apenas três dias de suspensão à agressora, que tem 17 anos. “Ele disse que se tivesse sido algo mais grave, como agressão física, aí seriam cinco dias de suspensão. O tempo todo ele tentou diminuir a gravidade do caso”, afirmou a mãe.

A família registrou ocorrência na Polícia Civil e também junto ao Conselho Tutelar. A mãe informou que vai acionar ainda o Ministério Público, destacando a omissão da escola em não comunicar os responsáveis de imediato nem registrar a denúncia internamente.

De acordo com o relato, a direção teria tentado influenciar testemunhas. “Alguns alunos mudaram a versão depois de conversar com o diretor, porque ficaram com medo. Só uma estudante confirmou o que aconteceu”, disse a mãe.

A vítima segue frequentando as aulas, mas a família cobra providências mais firmes por parte da escola e da Secretaria de Educação. “O que aconteceu foi crime, e não uma simples ameaça. Eu não vou aceitar que minimizem”, reforçou a mãe.

O que diz a Secretaria de Educação

Em nota, a Unidade Regional de Ensino (URE) de Franca informou que “repudia toda e qualquer forma de discriminação ou racismo, dentro ou fora do ambiente escolar” e que abriu uma análise preliminar para apurar a conduta da direção.

Segundo a pasta, assim que soube do caso, a gestão escolar convocou os responsáveis pelos alunos envolvidos e a estudante acusada foi afastada, passando a realizar atividades de forma remota.

A Secretaria acrescentou ainda que o boletim de ocorrência foi registrado, o caso incluído na plataforma do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP) e que um profissional do programa Psicólogos nas Escolas foi designado para acompanhar a vítima. A equipe regional do Conviva também foi mobilizada para apoiar a unidade “na intensificação das ações de combate ao racismo junto à comunidade escolar”.

A URE de Franca e a escola disseram permanecer à disposição para esclarecimentos.

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Comentários

3 Comentários

  • Maria 09/09/2025
    Marcos Luis de Freitas, nome do safado do diretor. Que seja multado, vagabund0
  • Belchior De Melo Santos 09/09/2025
    Tem de apurar certinho,afastar esse diretor e se feito o boletim de ocorrência, chamar para depoimento todos os envolvidos, inclusive os alunos,mesmo aqueles que não estiveram envolvidos no caso da conversa com o diretor! #racismoecrime
  • ALEXANDRE CESAR LIMA DINIZ 09/09/2025
    Professora com 17 anos, dirigente que acha que racismo não é grave, nada mal para um estado que preferiu um forasteiro.