A agressão sofrida por uma técnica de enfermagem de 25 anos, da UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Luiza, em Franca, em 4 de outubro, foi um tapa na cara de toda a categoria. O presidente do Sindserv (Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Franca e Região), Samuel Gomide, declarou que os servidores públicos enfrentam uma verdadeira epidemia de violência. A declaração foi feita durante a sessão ordinária desta terça-feira, 12, na Câmara Municipal de Franca.
“Atos de violência contra os trabalhadores do serviço público estão se tornando comuns e, mais uma vez, atingiram uma amiga servidora. Ela foi brutalmente atacada enquanto prestava atendimento à população. Esse tapa ecoou entre todos os servidores. A mídia local e nacional colocou esse assunto em pauta. Essa situação de violência contra servidores está se tornando epidêmica”, afirmou Gomide durante o uso da Tribuna Livre, momento destinado ao público para trazer temas relevantes para a cidade.
O sindicalista também pediu que acabasse o que chamou de “sensacionalismo político”. “Ir para a porta das unidades e atacar os trabalhadores confunde a população e instiga uma situação que não vai resolver o problema, só vai piorar tanto para o munícipe quanto mais para os funcionários públicos”.
Para Gomide, o problema está na falta de valorização dos servidores, tanto em termos de remuneração quanto de melhorias nas condições de trabalho. “Este mês vai ser dado início à discussão das peças orçamentárias e já identificamos que temos, aproximadamente, 10% do orçamento que podem ser direcionados para a nossa valorização, tanto salarial quanto estrutural”.
Sobre a agressão sofrida pela servidora, a vítima contou ao portal GCN/Sampi que a agressora, uma mulher de 39 anos, já havia mostrado insatisfação com um atendimento anterior. No dia 4 de outubro, ao vê-la novamente, a técnica se afastou e pediu que outra funcionária a atendesse. A paciente reagiu com hostilidade, foi até a sala da chefia e, ao voltar, começou a ameaçar a profissional. Quando a técnica tentou gravar a situação com o celular, foi surpreendida pela agressão.
O presidente do sindicato reiterou que foram prestados todos os atendimentos à vítima. “Estamos aqui hoje para pedir e trabalharmos juntos para que isso nunca mais aconteça com nenhum outro servidor”.
Emdef
Gomide também colocou o sindicato à disposição dos servidores da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), devido ao projeto de lei que será votado em duas sessões – a começar nesta terça-feira – e que extingue a autarquia, transfere as obrigações e realoca os trabalhadores em outras secretarias da Prefeitura. “Quero colocar o sindicato à disposição dos nossos companheiros da Emdef para qualquer questão trabalhista na incorporação da autarquia da prefeitura”.
O projeto determina que a Emdef poderá ser incorporada de forma total ou parcial, conforme a complexidade dos contratos e obrigações. A gestão de serviços como terminais, transporte coletivo, obras civis e a pedreira municipal será transferida para secretarias como Inovação, Segurança e Infraestrutura.
Todos os contratos atuais da Emdef com terceiros serão mantidos até o final. Depois disso, não serão renovados, e a Prefeitura assumirá a execução dessas atividades.
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