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Prefeito envia projeto que ‘sepulta’ a Emdef à Câmara Municipal

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sampi/Franca
Divulgação/Prefeitura de Franca
Prefeito Alexandre Ferreira, durante cerimônia em seu gabinete, acompanhado do secretariado
Prefeito Alexandre Ferreira, durante cerimônia em seu gabinete, acompanhado do secretariado

O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) anunciou nesta sexta-feira, 1º, que enviou à Câmara Municipal um projeto de lei para extinguir a Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca). A autarquia é responsável por serviços como a gestão do aterro sanitário e da rodoviária, sinalização viária, operação tapa-buracos e outras atividades gerais.

Os servidores e os serviços prestados pela Emdef serão incorporados por outras secretarias da Prefeitura de Franca. “A Secretaria de Segurança, por exemplo, ficará responsável pelo transporte público e pelo trânsito. A Secretaria de Infraestrutura assumirá a parte de obras; e a Secretaria de Desenvolvimento cuidará dos contratos relacionados aos espaços que a Emdef administrava, como os das empresas que funcionam na rodoviária”, disse o prefeito.

Todos os contratos atuais da Emdef com terceiros serão mantidos até o final. Depois disso, não serão renovados, e a Prefeitura assumirá a execução dessas atividades.

O financeiro foi o fator decisivo para o encerramento da empresa. Alexandre afirmou que, quando assumiu a gestão em 2021, a Emdef tinha uma dívida de R$ 9 milhões. “Hoje, a dívida da Emdef se resume, em grande parte, a um valor entre R$ 800 mil e R$ 900 mil com a Prefeitura. Ao todo, o passivo é de aproximadamente R$ 1,3 milhão – sendo a maior parte com a própria Prefeitura. O restante refere-se a uma ação judicial trabalhista, cujo pagamento está escalonado, e a um processo indenizatório”.

O prefeito destacou que as dívidas da Emdef são menores do que os bens que serão incorporados pela Prefeitura, como máquinas, estruturas, terrenos e áreas – o que, segundo ele, torna o balanço positivo para o município.

Além disso, garantiu que todos os servidores da Emdef terão seus salários mantidos e serão absorvidos pela administração direta, assegurando a continuidade das funções profissionais dentro da estrutura da Prefeitura. “É importante dizer que até os salários dos colaboradores e servidores da Emdef serão mantidos pela Prefeitura. Isso garante que todos possam continuar exercendo suas funções profissionais dentro da administração municipal.”

Não é a primeira, mas pode ser a última

A Emdef não será a primeira autarquia extinta durante a terceira gestão (a segunda consecutiva) de Alexandre Ferreira na Prefeitura. No dia seguinte à sua vitória no segundo turno das eleições municipais, em 27 de outubro de 2024, o prefeito afirmou, em entrevista ao jornalista Corrêa Neves Jr., na rádio Difusora, que estava avaliando a extinção da Feac (Fundação de Esporte, Arte e Cultura) e da Emdef.

Com a justificativa de que a Feac é mantida com dinheiro público e gerida por servidores da Prefeitura, o emedebista enviou à Câmara Municipal o projeto que extinguia a fundação, aprovado na sessão ordinária do dia 28 de janeiro.

Mais de seis meses depois, será a vez da Emdef - final que ganhava contornos permanentes nas últimas semanas. A administração municipal anunciou, em 1º de julho deste ano, que Milena Goulart Bernardino deixava a presidência da empresa. Em nota, a justificativa apresentada é que a saída foi motivada por razões pessoais.

Milena Bernardino ocupava o cargo desde 2021, tendo sido nomeada em 1º de janeiro daquele ano por Alexandre, eleito em 2020. A presidência, nesta reta final, foi ocupada pelo engenheiro civil Hugo César Chereguini Filho, que já atuou na autarquia em duas gestões, de 2013 a 2016 e de 2021 a 2025, como diretor técnico, além de contar com ampla experiência no setor.

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Comentários

1 Comentários

  • EDUARDO TOZZI BONILHA 02/08/2025
    É este abandono de uma repartição tão importante que tem levado a cidade à índices tão brutais de mortes no trânsito.