Na manhã de 5 de julho, o mundo de Renata Brancalhoni, 59 anos, virou cinzas. Moradora do Parque Vicente Leporace, ela estava fora de casa quando recebeu uma ligação desesperada dos vizinhos: o apartamento dela estava pegando fogo. Em minutos, tudo o que ela construiu ao longo de décadas desapareceu — e com ele, a gatinha Mavie, companheira inseparável, morreu sufocada pela fumaça.
Renata correu até o local, mas era tarde. A casa onde vivia com a mãe, de 80 anos, estava completamente tomada pelas chamas. Por sorte sua mãe havia saido minutos antes do incêndio começar.
O fogo começou por um curto-circuito no quarto da manicure e se alastrou rapidamente. Ao chegar, viu o que sobrou: paredes queimadas, móveis destruídos, ferramentas de trabalho derretidas. A única coisa que restou foi a roupa do corpo.
“Não consegui salvar a Mavie. Entrei, mas a fumaça era muita. Eu gritava, mas não conseguia vê-la”, lembra Renata com a voz embargada. Ela diz que revive a cena todos os dias. “Sonho com isso, me dá calafrio pensar em voltar. Sem trocar a fiação, eu não me sinto segura, mesmo arrumando o restante.”
Renata e a mãe estão morando na casa do namorado dela. Ganharam algumas doações — roupas, uma cama, uma máquina de lavar — e amigos também doaram pisos e mão de obra para ajudar na reconstrução. Porém, a reforma ainda está no começo, sem previsão de término.
Ela não consegue trabalhar. “Não sobrou um esmalte sequer. Perdi todos os meus produtos e clientes. Meu trabalho era minha única renda.”
“Construímos uma vida inteira e, em minutos, perdemos tudo”. Renata diz que a dor maior é ter batalhado tanto ao lado da mãe para construir a casa e perder tudo assim. “É um vazio, uma impotência. A gente dá valor a cada coisinha quando perde tudo.” Ela tenta se manter forte por causa da mãe, mas admite: “Não sei por onde recomeçar”.
Renata precisa de materiais de manicure, móveis, alimentos, e principalmente apoio emocional. Quem quiser colaborar, pode entrar em contato diretamente com ela (16) 99261-6216.
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