ECONOMIA

Abertura de MEIs cresce 40% em Franca no período de um ano

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Divulgação/Acif
Calçadão da rua Voluntários da Franca, no Centro da cidade
Calçadão da rua Voluntários da Franca, no Centro da cidade

A economia de Franca segue aquecida. Dados recentes da Fundação Seade, analisados junto aos números dos últimos 12 meses, mostram que o município acompanha a tendência do estado de São Paulo na geração de novos negócios, com destaque para o setor de serviços e comércio.

De acordo com o levantamento, o Estado de São Paulo registrou mais de 516 mil novas empresas entre abril de 2024 e março de 2025. Desse total, 69,4% pertencem ao setor de serviços, evidenciando uma mudança no perfil econômico, com foco cada vez maior nas atividades profissionais, transporte, saúde e serviços especializados.

Crescimento também se reflete em Franca

Os dados específicos de Franca, obtidos no balanço de geração acumulada em 12 meses, revelam um movimento semelhante. O número de MEIs (Microempreendedores Individuais) teve uma escalada expressiva, saltando de 8.806 em março de 2024 para 12.182 em fevereiro de 2025, um aumento de quase 40% no período.

Já o segmento de micro e pequenas empresas apresentaram uma pequena queda, passando de 7.104 para 6.339 no mesmo intervalo, indicando uma leve retração nos últimos meses, porém mantendo patamares elevados comparados a anos anteriores. As empresas de porte maior, também apresentaram uma pequena queda chegando a 6.742 em fevereiro de 2025, contra 7,464 em março de 2024.

O setor que mais impulsiona a abertura de empresas em Franca, segundo o Seade, é o comércio/ reparação de veículos automotores, responsável por 33% dos novos negócios registrados.

Na sequência aparecem:

  • Transporte, armazenagem e correio (10,4%), impulsionado principalmente pelos serviços de entrega e logística;
  • Atividades profissionais, científicas e técnicas (9,2%), que incluem consultorias, serviços contábeis, de engenharia e tecnologia;
  • Indústrias de transformação (7,4%), com presença significativa, sobretudo nas indústrias de calçados, tradicionais na cidade;
  • Saúde humana e serviços sociais (6,9%), que seguem em expansão com clínicas, laboratórios e serviços de bem-estar;
  • Atividades administrativas e serviços complementares (6,6%), como limpeza, segurança e serviços terceirizados.

Mercado dinâmico, mas com desafios

Apesar dos números positivos, os últimos meses mostraram uma leve desaceleração no ritmo de abertura de micro e pequenas empresas, enquanto os MEIs seguem em franca expansão. Isso reflete tanto a busca por alternativas de renda quanto a migração de profissionais para atividades autônomas.

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Comentários

1 Comentários

  • ALEXANDRE CESAR LIMA DINIZ 28/05/2025
    Por isso eu fiz o L. É número de vagas de emprego aumentando, é mais pessoas empreendendo, e quase que o Brasil vira quintal dos EUA com o Bozo171.