EDUCAÇÃO

Estado desiste de fechar sala de aula na escola 'Sérgio Leça'

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Redes Sociais
Escola Estadual de Período Integral 'Sérgio Leça Teixeira', no bairro Aeroporto III, em Franca
Escola Estadual de Período Integral 'Sérgio Leça Teixeira', no bairro Aeroporto III, em Franca

Preocupados com o provável fechamento de uma sala de aula, pais de aluno da Escola Estadual de Período Integral "Sérgio Leça Teixeira", no bairro Aeroporto III, em Franca, procuraram o portal GCN/Sampi para externar seu descontentamento com a medida. Mas, na manhã da última sexta-feira, 28, após o questionamento da equipe de reportagem, a Secretaria Estadual de Educação informou que abortou a ideia.

De acordo com relatos de um pai de aluno, a Diretoria de Ensino teria comunicado a intenção de fechar a sala, que atualmente conta com apenas 10 estudantes. A notícia gerou indignação entre os alunos, que relatam ter feito grandes esforços para ingressar no modelo de ensino PEI (Programa de Ensino Integral). Muitos deles abriram mão de atividades e compromissos pessoais para se dedicar à rotina acadêmica mais exigente desse formato escolar.

Outro fator preocupante é que a escola é a única da região que oferece o modelo PEI e muitos dos alunos não possuem condições financeiras ou logísticas para frequentar escolas mais distantes, o que torna a transferência para outra unidade praticamente inviável.

Além do impacto na continuidade dos estudos dos alunos, a decisão afetaria diretamente um estudante com autismo, que encontrou na turma um ambiente acolhedor. Segundo o relato, o jovem construiu laços importantes com os colegas. A transferência neste momento, em seu último ano escolar, poderia representar uma ruptura prejudicial ao seu desenvolvimento.

"É um absurdo o que pensaram em fazer, nós não temos condições de ir para outra escola, tudo bem que existe uma escola aqui perto, que é o 'Lydia Rocha', mas lá não é PEI. E outra, nosso amigo com autismo custou a enturmar com a gente, tirar isso dele agora é desumano", concluiu um dos alunos da sala.

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo informou que a movimentação de alunos entre turmas na rede estadual ocorre regularmente a cada bimestre, conforme a Resolução SE 02/2016, que também define o limite de estudantes por classe para assegurar a qualidade do ensino. Caso haja demanda, novas turmas podem ser abertas ao longo do ano para garantir vagas a todos. Entretanto, a Secretaria juntamente com a Diretoria de Ensino de Franca, reavaliaram a situação e não irão fechar a sala de aula.

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Comentários

1 Comentários

  • Darsio 01/04/2025
    Jamais havia visto tanto fechamento de salas de aula como ocorre nessa gestão. Tá claro que, para o governo Tarcísio educação representa desperdício, em que professores e alunos não passam de números, sendo estes últimos tratados como robôs e, os primeiros alvos constantes de assédios e, confinados a um piso salarial próximo de apenas dois salários mínimos e, isso depois de anos e anos de serviço. Portanto, não se espantem com salas fechadas e outras superlotadas, com alunos em cima até mesmo de ventiladores.