A Páscoa se aproxima e, com ela, uma oportunidade de renda extra para confeiteiras de Franca, que fazem da data um verdadeiro 13º salário. Com as encomendas em alta, muitas já estão trabalhando dia e noite para atender à crescente demanda por ovos de chocolate artesanais. A data será no dia 20 de abril, mas, a 24 dias de distância, os pedidos já estão sendo feitos antecipadamente. Os ovos personalizados vêm ganhando cada vez mais prestígio nos últimos anos.
Lauany Fernanda Gomes, de 28 anos, e sua mãe, Andréia Abrão Malta, de 48, são um exemplo disso. À frente da La Doceria, elas vivem um ritmo intenso de produção. "Aqui, não temos horário para começar nem para terminar; trabalhamos desde cedo até a noite", conta Lauany.
A expectativa de Lauany para a Páscoa é alta: "Nosso faturamento aumenta, no mínimo, 60% nesse período. Os pedidos crescem muito na última semana, e a gente corre para dar conta!" As confeiteiras apostam na qualidade e utilizam chocolates de marcas renomadas para produzir ovos que variam de R$ 40 a R$ 110. "Nosso carro-chefe são os ovos trufados e de colher, mas temos desde os tradicionais até lembrancinhas para presentear. Também criamos o kit confeiteiro para crianças, que faz muito sucesso", explica.
Quem também está na correria da Páscoa é Natalina Cristina Santana, de 44 anos, da Confeitaria Pata Da Onça. Confeiteira há três anos, ela considera a Páscoa a época mais esperada do ano – tanto pelo movimento intenso quanto pelo faturamento. “Vou te falar que o 13º salário de toda confeiteira que trabalha com ovos de Páscoa é agora!”, brinca.
Natalina fez cursos gratuitos na Choc Doce e na prefeitura para aprimorar seus conhecimentos na área. “Foram ótimos, porque conseguimos esclarecer dúvidas e ver, na prática, como tudo funciona”, conta. Com a experiência adquirida, passou a vender ovos caseiros recheados e hoje tem uma boa demanda.
Seu cardápio é lançado com um mês de antecedência, com preços variando de R$ 25 a R$ 120, mas Natalina já conhece bem o ritmo da clientela. “Estamos no Brasil, né? Então os pedidos começam a chegar uma semana antes da Páscoa. É bem corrido, porque, mesmo adiantando as cascas e comprando as embalagens antecipadamente, as encomendas não param. No dia da Páscoa, o pessoal ainda procura ovos!”, relata.
A rotina puxada compensa. No ano passado, ela vendeu cerca de 200 ovos, muitos deles comprados por empresas para presentear funcionários. Seu carro-chefe também são os ovos trufados e os de colher. “Como os recheios são caseiros, a procura é maior, porque nos ovos de supermercado os recheios são industrializados e cheios de conservantes”, explica.
Apesar da correria, Natalina garante que todo o esforço vale a pena. “É cansativo e muito corrido, mas o valor final é satisfatório!”
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