VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Mulher é agredida e ameaçada de morte pelo companheiro em Franca

Por Laís Bachur | de Franca
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Delegacia de Defesa a Mulher de Franca, para onde o caso deve ser encaminhado
Delegacia de Defesa a Mulher de Franca, para onde o caso deve ser encaminhado

Uma mulher de 42 anos foi brutalmente agredida e ameaçada de morte pelo companheiro na noite desta segunda-feira, 3, no bairro Paulistano, em Franca. A vítima foi encaminhada ao Pronto-socorro "Dr. Álvaro Azzuz", com múltiplos ferimentos e em estado de choque.

Segundo o relato da vítima, ela e o agressor mantinham um relacionamento há três anos e moravam juntos. Na noite da agressão, ela tentou conversar com ele sobre sua insatisfação na relação, especialmente sobre a falta de atenção. O homem, embriagado, reagiu com insultos, chamando-a de "vagabunda", "biscate" e "prostituta".

A discussão rapidamente se tornou violenta. O agressor enforcou a mulher, torceu seu braço para trás e a jogou no chão, dizendo que iria matá-la. Em um ato desesperado para se defender, a vítima pegou uma faca, mas o homem conseguiu tomá-la de suas mãos e afirmou que a levaria para o banheiro para assassiná-la.

O filho do agressor, fruto de um relacionamento anterior e que estava na casa no momento da briga, interveio e conseguiu evitar o pior. O homem, furioso, alegou que a mulher estava tentando incriminá-lo e se jogou no chão para simular uma falsa acusação.

O enteado retirou a faca das mãos do pai e levou a madrasta ao hospital, onde ela recebeu atendimento médico. A vítima apresentava hematomas nos braços, pernas e mãos, além de ferimentos na região cervical. Em estado emocional abalado, relatou angústia, tristeza, dificuldade para comer e chorava com facilidade.

Diante da gravidade do caso, a mulher afirmou já ter sido vítima de violência doméstica física, psicológica e extorsão. Ela solicitou medidas protetivas de urgência, incluindo o afastamento imediato do agressor, temendo por sua vida. A vítima apresentou fotos das agressões como prova e foi orientada a fornecer testemunhas e outras evidências à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

A polícia investiga o caso, e a Justiça deve avaliar a concessão da medida protetiva.

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