Cerca de 100 pessoas participaram da audiência pública na Câmara Municipal de Franca, na noite desta quarta-feira, 26, cobrando soluções para a situação dos moradores de rua. O debate foi marcado por discursos acalorados, críticas à gestão pública e divergências sobre a atuação do Centro Pop.
O vereador Fransérgio Garcia (PL), que convocou a audiência, foi um dos mais enfáticos ao abordar o tema. Ele desmentiu boatos sobre a possível transferência do Centro Pop para a Estação e criticou a ausência de representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Serviço Social na audiência.
“Os moradores em situação de rua não são desabrigados nem miseráveis financeiramente. São pessoas que se envolveram com drogas e escolheram sair de casa ou foram expulsas por conta do vício”, afirmou.
O parlamentar declarou ser contra o funcionamento do Centro Pop e questionou a ausência de responsabilidades para quem vive nas ruas.
Já o ex-policial Ronaldo Rogério ressaltou a importância de enxergar o ser humano por trás da situação e defendeu a manutenção do Centro Pop, mas com melhorias.
A revolta de parte da população ficou evidente. Participantes da audiência relataram episódios de violência, ameaças e consumo de drogas em locais públicos.
Outros questionaram se Franca deveria continuar acolhendo moradores de rua e pediram medidas mais rígidas, incluindo o fim da distribuição de esmolas.
Entre as falas mais extremas, um participante chegou a sugerir que quem não trabalha deveria passar fome e, indiretamente, ameaçou a integridade física das pessoas em situação de rua. “Se entra na minha casa, pode até entrar, só que não sai (...) Você anda na rua e é assediado. Não quer trabalhar? Então morra de fome”, declarou ele, sob aplausos de parte do público.
Por outro lado, parte da plateia pediu mais humanidade na abordagem. Relataram que nem todos os moradores de rua estão envolvidos com crimes e que é necessário oferecer alternativas reais para que possam reconstruir suas vidas.
Durante o debate, o vereador Gilson Pelizaro (PT) propôs a criação de um comitê intersetorial e a realização de um monitoramento das pessoas em situação de rua. “Criar um comitê intersetorial, com vários setores, como Segurança Pública e Saúde, e fazer um monitoramento permanente dos moradores em situação de rua. Com isso, também chamar a sociedade”.
O vereador Fransérgio Garcia (PL) apoiou a proposta do petista e destacou a importância de ouvir a população para, dessa forma, definir o melhor caminho para a cidade.
“Os próximos passos agora são criar uma frente parlamentar, marcar uma reunião com o Executivo, com a Defensoria, com a Ação Social, com todas as secretarias envolvidas. Nós precisamos, depois de ouvir a população, fazer essa reunião para debater o assunto e fiscalizar as ações (...) Sabemos que é um problema estrutural, que não afeta apenas Franca, mas podemos avançar. E nós vamos avançar", finalizou o liberal.
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Comentários
6 Comentários
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Juarez 27/02/2025Na Idade Antiga tinham os leprosos que eram expulsos das cidades; Na Idade Média a população era tão pobre que queriam morrer para ir pro céu (lugar bom); os mendigos sempre foram problemas na beleza e limpesa das cidades; Com as drogas baratas que inundam as ruas temos pessoas perdidas na vida. Matar seria a solução? Só quando não for irmão do sujeiro exaltado. -
Freitas 27/02/2025A pessoa quer se tratar, arrumar emprego e precisa de ajuda com moradia: ajude. A pessoa quer continua vivendo livre, sem obedecer regras, cometendo crimes e usando drogas: ofereça passagem de retorno pra sua cidade de origem. Os direitos desse pessoal que vive no caos não podem estar acima dos direitos das pessoas que trabalham, pagam impostos e só querem viver suas vidas em paz, sem sujeira, sem medo de sair na rua ou terem suas casas invadidas e seus bens roubados. -
MARCIO AUGUSTO DA SILVA 27/02/2025Eu acho que deve, começar estancar esse problema, pela Rodoviária. -
VALTEIR MIRANDA 27/02/2025BOM DIA TEM QUE FIXAR TODOS OS MORADORES DE RUA PRA PODER AJUDA A MAIORIA SAO BANDIDOS DISFARÇADO DE MORADOR DE RUA E NEM DE FRANCA E -
Plínio 27/02/2025Os fascistas são contra o Centro Pop, como se fosse esse serviço a causa da situação de rua. Mas.o.que esperar de fascistas? Por eles ficariam todos em.um campo de concentração, com trabalhos forçados e tudo mais. Essa seria a solução pra esse tipo de gente. O Pop é pra reduzir os riscos, promover o mínimo de bem estar pra essas pessoas e são contra isso. -
Francano 27/02/2025Muita gente falando e pouca ação os moradores de franca estão pagando a conta ...quem mora na região do centro pop paga a conta triplicada isso já foi dito desde a mudança para o local onde o sr prefeito prometeu inúmeras alternativas que nada foi feito ..a cidade está largada e tem culpa sim da prefeitura e do poder público que deveriam ter ações nessa situação nada se faz ..só se fala..mais um capítulo do centro pop promovendo baderna e os francanos assistindo o aumento da criminalidade de braços cruzados... Acorda populacao