Um golpista enganou tanto a vendedora quanto o comprador de um carro em Franca, sumiu com o dinheiro e ainda zombou das vítimas. "Mais um trouxa que caiu no golpe", escreveu ao comprador. O caso aconteceu na tarde deste sábado, 1º.
Tudo começou quando a proprietária do carro, AMC, anunciou a venda do veículo, um Volkswagen Parati, em grupos de WhatsApp e Facebook. O preço de tabela FIPE era de R$ 12 mil, mas ela estava vendendo por R$ 10 mil. O motivo da venda era sua dificuldade em dirigir o automóvel devido à direção pesada, já que sofre de fibromialgia.
No dia anterior ao ocorrido, ela foi contatada por um homem que se identificou como “Hermes” e demonstrou interesse no carro. No entanto, ele alegou que devia dinheiro a um terceiro, que havia prestado serviços para ele e agora cobrava judicialmente a dívida. Segundo o relato da vendedora, Hermes disse que esse rapaz ficaria com o carro como forma de pagamento e pediu que ela não mencionasse a suposta questão judicial.
Na tarde do dia seguinte, o comprador LEPD foi até a casa da vendedora, no Recreio Campo Belo, para ver o veículo. Ele analisou as condições do carro e realizou um teste dirigindo pelas ruas próximas. O rapaz acreditava estar comprando o automóvel diretamente de Hermes, pois havia visto um anúncio em que o carro era ofertado por apenas R$ 4.300. Durante a negociação, conseguiu um desconto e fechou a compra por R$ 3.700, efetuando um PIX para a chave bancária de um terceiro, identificado como Arlindo Francisco Natalino Júnior, no banco Nubank.
Após a transação, tanto AMC quanto LEPD perceberam que haviam sido enganados. Hermes apagou todas as mensagens no WhatsApp e parou de responder. Em um dos últimos contatos, ele chegou a enviar uma mensagem zombando da situação: "Mais um trouxa que caiu no golpe", teria escrito para LEPD.
Sem receber o pagamento, a vendedora se recusou a entregar o carro. O comprador, por sua vez, acreditava ter comprado o veículo legalmente e decidiu ir embora dirigindo. Diante disso, AMC acionou a Polícia Militar, relatando a subtração do veículo. Alguns minutos depois, LEPD retornou à residência para tentar resolver o impasse e, juntos, seguiram até a delegacia.
Diante da confusão, ambos registraram ocorrência e descobriram que haviam sido vítimas do mesmo criminoso. O rapaz explicou à polícia que Hermes pediu que ele mentisse sobre o pagamento: “Era para informar que LEPD prestou alguns serviços para ‘Hermes’ e que o carro seria parte do pagamento", registra o Boletim de Ocorrência.
O caso agora está sendo investigado pela polícia, que busca identificar e localizar o golpista responsável pela fraude.
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Comentários
4 Comentários
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Antonio Flavio do Nascimento 03/02/2025Não sei o que está acontecendo com algumas pessoas hoje. É muita falta de noção, muita inocência, sei lá o que. E o pior é que depois querem que a polícia resolvam -
Alex 03/02/2025Segundo o raciocínio do puldo as empresas de telefonia também deveriam ser responsabilizadas por golpes aplicados por telefone, onde a pessoa por ingenuidade passa seus dados bancários ao bandido? Acorda puldo e vai tomar os seus remédinhos. KKKKKKKK -
Zé 02/02/2025Por mais revoltante que seja essa situação, sou obrigado a concordar com o golpista. Só trouxa sai fazendo pagamento de maneira informal assim. -
Darsio 02/02/2025Percebam que muitos golpes ocorrem pelo PIX. Diante disso, os bancos deveriam ser questionados sobre quais critérios utilizam para a abertura de contas e, o que fazem para investigar a pessoa antes mesmo de lhe oferecer uma conta bancária. Oras! Os bancos deveriam também ser responsabilizados. Outra questão que também necessita ser debatida é a regulamentação do PIX, para que tanto a Polícia federal como a Receita possam identificar movimentações suspeitas que, favorecem não somente a sonegação, lavagem de dinheiro, mas também esse tipo de golpe que, lamentavelmente tem se tornado comum. Eu disse regulamentação e, não taxação.