A moradora de Franca Aline Naques Silva Malta, de 43 anos, diagnosticada com lúpus eritematoso sistêmico, enfrenta momentos delicados no tratamento e segue internada no HC (Hospital das Clínicas) de Ribeirão Preto. Aline relata que, em 20 anos convivendo com o lúpus, nunca havia enfrentado uma crise tão grave como a atual. Para continuar seu tratamento, ela busca doações de sangue do tipo B+.
O quadro de Aline se agravou no ano passado, após ela contrair tuberculose refratária, uma forma não transmissível da doença. "Desde então, minha anemia se tornou grave, e minhas plaquetas despencaram para apenas 2 mil, quando o normal é 150 mil", explica. Internada no Hospital das Clínicas, Aline depende de transfusões regulares de sangue e plaquetas para sobreviver. "Sem isso, o risco de vida seria grande."
Além da anemia, a equipe médica investiga outras possíveis causas para o agravamento do lúpus, incluindo a hipótese de câncer, que está sendo analisada por meio de uma biópsia de linfonodos realizada no último dia 24. "Hoje, fiz uma cirurgia para descartar essa possibilidade", conta.
Aline descreve o lúpus como uma doença autoimune que exige rigor e disciplina no tratamento. "Por mais que eu sempre tenha sido cuidadosa, essa crise me mostrou que nunca podemos subestimar a doença."
O apoio da família
Funcionária pública, casada e mãe de duas filhas, Aline tem enfrentado desafios adicionais com a internação prolongada. "Estou longe de casa há três meses. Meu marido e minha família precisam me acompanhar porque há risco de quedas. Como funcionária pública e chefe de setor, eu era muito ativa. Agora, dependo de outros para tudo, o que tem sido muito difícil."
Aline viveu um momento emocionante no dia 24 de janeiro: saiu pela primeira vez do quarto após três semanas de internação e pôde aproveitar ao lado das filhas, Bárbara e Rafaela, e do marido no jardim para pacientes e visitas, sempre utilizando máscaras. “Foi emocionante. Só de estar com minha família já é uma força para superar”, comenta.
Em meio à situação delicada, Aline destaca a importância da doação de sangue. "Nunca imaginei que precisaria, mas hoje vejo como é essencial. As pessoas estão cada vez mais doentes, e a doação de sangue é um ato de esperança. É uma maneira de reverter essa situação e ajudar não só a mim, mas a muitos outros."
Confira as relações de compatibilidade
- Tipo O- (Doador Universal): Pode doar para todos os outros tipos sanguíneos, mas só pode receber de outro doador O-. É o sangue mais procurado em emergências, já que é compatível com qualquer paciente.
- Tipo O+: Pode doar para todos os tipos positivos (A+, B+, AB+ e O+), mas só pode receber de O+ e O-.
- Tipo A+: Pode doar para A+ e AB+ e receber de A+, A-, O+ e O-.
- Tipo A-: Pode doar para A+, A-, AB+ e AB- e receber de A- e O-.
- Tipo B+: Pode doar para B+ e AB+ e receber de B+, B-, O+ e O-.
- Tipo B-: Pode doar para B+, B-, AB+ e AB- e receber de B- e O-.
- Tipo AB+ (Receptor Universal): Pode receber sangue de todos os tipos, mas só pode doar para AB+.
- Tipo AB-: Pode doar para AB+ e AB- e receber de A-, B-, AB- e O-.
Quem pode doar?
Para ser um doador, é necessário atender a alguns critérios:
- Ter entre 18 e 69 anos (menores de idade precisam de autorização dos responsáveis);
- Estar em boas condições de saúde;
- Pesar mais de 50 kg;
- Estar descansado e bem alimentado;
- Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação.
- Algumas condições temporárias, como gripes e infecções, impedem a doação. Além disso, o intervalo entre doações deve ser respeitado como 90 dias para homens e 120 dias para mulheres.
Onde doar?
As doações podem ser feitas no Hemocentro de Franca, localizado na avenida Hélio Palermo, 4.181, no Recanto Itambé. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h, e aos sábados, das 7h às 11h.

Da esquerda para direita: Bárbara, Rafaela, Aline e Mário, aproveitando o primeiro dia fora do quarto
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