TROCA NO COMANDO

Sindicato dos Servidores terá novo presidente após 12 anos

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução
Presidente do Sindicato dos Servidores, Fernando Nascimento
Presidente do Sindicato dos Servidores, Fernando Nascimento

Fernando Nascimento não concorrerá à presidência do Sindserv (Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Franca e Região) após 12 anos à frente da entidade. A informação foi confirmada pelo próprio dirigente nessa quinta-feira, 16.

O mandato atual se encerra no dia 17 de maio. Nascimento não buscará a presidência, mas integrará a chapa liderada por Mayra Meletti (presidente) e Fabiana Claudino (vice-presidente). As duas profissionais atuam, respectivamente, como professora do Ensino Fundamental I e técnica de enfermagem no Pronto-Socorro Infantil “Dr. Magid Bachur Filho”.

“Acredito muito no processo de alternância. Já estou completando 12 anos de mandato, desde 2013... Já é hora de passar o bastão, dando oportunidade para outro colega fazer o melhor pela nossa classe. Neste momento, no cenário atual, colocamos duas mulheres à frente da nossa chapa para concorrer às eleições e comandar o nosso sindicato”, disse.

Nascimento prevê o lançamento do edital de convocação das eleições até o final de fevereiro. A chapa vencedora ocupará 43 cargos, incluindo presidente, vice-presidente, secretário, tesoureiro, diretor social e outros postos.

Até agora, duas chapas demonstraram interesse em participar do pleito. A expectativa é que cerca de 1,2 mil servidores estejam aptos a votar para escolher a nova gestão do sindicato pelos próximos quatro anos.

Fernando Nascimento

Luis Fernando Nascimento, de 58 anos, é servidor público da Prefeitura de Franca há 36 anos, desde 1988. Solteiro, é pai de três filhos: Julia Aisha, Luis Eduardo e Luis Fernando Filho. O sindicalista atuou nos setores de Administração, Educação, Finanças e Recursos Humanos.

As trajetórias do francano e do sindicato se entrelaçam. Nascimento dedicou-se à recuperação da sede da categoria, localizada atrás do Paço Municipal. "Eu tive a oportunidade de salvar e construir a sede do sindicato. Já tínhamos o terreno e o esqueleto do prédio, mas, infelizmente, herdamos uma grande dívida, e o imóvel estava em leilão. Conseguimos negociar e salvar o terreno, que hoje abriga a nossa sede".

O servidor participou de negociações salariais da categoria. "O nosso cartão-alimentação, que colocamos em pauta em 2014 e, após o movimento grevista e a luta dos nossos servidores — diga-se, o maior movimento grevista de nossa cidade e região —, iniciamos com R$ 230 e, atualmente, atingimos o patamar de R$ 986,67".

A greve mencionada por Nascimento ocorreu em 2015, quando mais de 1,7 mil servidores, segundo ele, foram às ruas em protesto. A paralisação se estendeu por 45 dias.

"Fizemos tudo? Não. Temos muito trabalho pela frente e acredito muito nas pessoas que estão concorrendo na chapa que apoio para a próxima eleição", finaliza.

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