NA CADEIA

Genro que atropelou sogra em Franca é preso preventivamente

Por Bruna Góis | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Bruna Góis/GCN
Após se apresentar espontaneamente à DDM, homem tem prisão preventiva decretada por tentativa de feminicídio
Após se apresentar espontaneamente à DDM, homem tem prisão preventiva decretada por tentativa de feminicídio

O acusado de tentativa de feminicídio contra a sogra, ocorrida no dia 5 de janeiro, no Jardim Aeroporto III, em Franca, está preso. Ele chegou a ir na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) prestar depoimento no dia 7 e foi liberado. Após investigações, a delegada Juliana Paiva pediu sua prisão preventiva, que foi executada nesta terça-feira, 14.

Trata-se do primeiro caso de tentativa de feminicídio registrado em Franca em 2025. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 15, a delegada Juliana Paiva apresentou detalhes do crime envolvendo o genro, de 24 anos, que prensou a sogra, de 42, contra o portão de uma residência utilizando seu carro.

O acusado alegou que o ocorrido foi um acidente causado por falhas mecânicas, mas a Justiça determinou sua prisão preventiva. O crime ocorreu quando o acusado, ao sair de casa, manobrou o carro, deu marcha à ré e, em seguida, avançou bruscamente para frente, atingindo e prensando a sogra contra o portão. Após o incidente, ele abandonou o veículo a oito ruas do local, em frente à casa de um mecânico, e fugiu.

Prisão preventiva e comportamento do acusado

Após permanecer desaparecido por três dias, o suspeito apresentou-se espontaneamente à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) no dia 7 de janeiro, acompanhado de um advogado, alegando que o atropelamento foi acidental. Segundo a delegada Juliana Paiva, o acusado demonstrou frieza ao não admitir o crime. “Ele não demonstrou arrependimento, pois sequer assumiu a autoria do atropelamento”, afirmou.

Embora inicialmente liberado para responder em liberdade, as investigações apontaram um histórico de violência doméstica, com registros de boletins de ocorrência e medidas protetivas retiradas pela companheira após reatar o relacionamento.

“Esse comportamento é comum, e não podemos julgar as vítimas. É fundamental apoiar e incentivar as mulheres a denunciarem para evitar novas agressões”, destacou a delegada.

Perícia no veículo

A perícia realizada no carro não identificou falhas mecânicas. O mecânico que ficou com o veículo declarou desconhecer problemas no câmbio. A relação entre o acusado e o mecânico ajudou a levantar novas evidências, que embasaram o pedido de prisão preventiva, deferido no dia 14.

Lesões permanentes

A sogra sofreu uma grave lesão na perna direita, com grande perda de sangue, o que resultou na amputação do membro devido à gravidade dos ferimentos. Após ser internada na Santa Casa de Franca, a mulher já recebeu alta e está em casa.

A delegada Juliana Paiva reforçou a necessidade de denunciar casos de violência doméstica e alertou sobre os riscos de reincidência. “Este caso ilustra o impacto trágico da violência doméstica e reforça nosso compromisso em proteger as vítimas”, concluiu.

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