VERTICALIZAÇÃO

17% das moradias em Franca são apartamentos: ‘Solução'

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Pedro Baccelli/GCN
Franca vista de praça no Jardim Petráglia, na região Leste de Franca
Franca vista de praça no Jardim Petráglia, na região Leste de Franca

A verticalização urbana, antes característica exclusiva das metrópoles, tornou-se uma realidade cada vez mais comum também no interior. Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram que Franca conta com 21 mil apartamentos, o que representa 17% do total de residências no município.

O termo “verticalização urbana” refere-se ao crescimento das cidades por meio da construção de prédios, como alternativa ao modelo tradicional (horizontal), no qual a expansão ocorre lateralmente, com a construção de casas.

“A verticalização não é apenas uma tendência, mas uma solução inteligente para os desafios urbanos enfrentados pelas cidades, principalmente do interior. O aumento no número de apartamentos é reflexo do crescimento populacional e da mudança nos hábitos das famílias, que buscam mais praticidade, segurança e mobilidade”, afirmou Rafael Batista, diretor de Incorporação da Perplan.

Batista destaca ainda que a verticalização contribui para a valorização imobiliária. “Em cidades do interior, onde o crescimento é acelerado, a construção de novos empreendimentos verticais é uma forma de garantir que o crescimento urbano seja sustentável e bem planejado.”

Tendência nacional

Os francanos acompanham uma tendência nacional. O levantamento revela que, entre 2010 e 2022, a proporção de moradores em apartamentos na capital paulista aumentou de 23,6% para 29,4%. No Brasil, no mesmo período, o crescimento foi de 8,5% para 12,5%.

Outro ponto citado foi a mobilidade urbana, que se beneficia da verticalização ao garantir maior proximidade com centros comerciais, como bares, lojas, supermercados e locais de trabalho. “As cidades do interior que são polos de desenvolvimento têm investido na melhoria do transporte público e na conectividade, o que facilita o deslocamento dos moradores e torna a vida em apartamentos ainda mais atrativa”, destacou o diretor.

Por fim, Batista ressalta que as mudanças nas composições familiares e o aumento da preocupação com a segurança têm levado as pessoas a optarem pelos apartamentos. “As famílias estão menores, mais concentradas, e em busca de um local que ofereça lazer, segurança e bem-estar. O conceito de ‘lar’ está cada dia mais forte, e os apartamentos conseguem atender esse desejo.”

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

4 Comentários

  • Eliana 10/12/2024
    Incrível que Franca está crescendo tento na vertical como na horizontal e nunca chega nos 400 mil habitantes , faz anos que não sai dos 350 a 360 mil ... Não faz pesquisa certa quem perde e a cidade !
  • Geraldo 10/12/2024
    Melhor ler a ser cego né. Quanta groselha, aqui não era a 2° melhor cidade pra se viver? Kkkk viver em apartamento? É a mesma lógica de fechar hospital pra evitar doença. Que pequenez de mentalidade. Cidade toda sucateada, sem áreas de lazer, sem qualidade de vida. Enfim, é a 2° melhor cidade. Kkkkk
  • Freitas 10/12/2024
    Os preços dos imóveis são ridículos e não oferecem nem garagem coberta na maioria dos prédios mais simples. Agora a nova moda são as caixas de fósforos com 40m2. Estão ficando mais caros, menores e com qualidade inferior. Quem tem dinheiro pra construir quer gastar o mínimo e tirar o máximo do comprador.
  • Revoltada 10/12/2024
    “As cidades do interior que são polos de desenvolvimento têm investido na melhoria do transporte público.....\" Onde estão essas cidades? Porque Franca não é.