JUSTIÇA E EDUCAÇÃO

Órgãos assinam cooperação contra evasão escolar em Franca

Por Lucas Faleiros | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Lucas Faleiros/GCN
Reunião para assinatura do termo aconteceu na sede do Ministério Público em Franca
Reunião para assinatura do termo aconteceu na sede do Ministério Público em Franca

Órgãos da Justiça e educacionais firmaram, durante a tarde desta terça-feira, 15, na sede do Ministério Público, em Franca, um termo de cooperação contra a evasão e a infrequência escolar.

O documento foi assinado por Ministério Público, Diretoria Regional de Ensino de Franca, Jeia (Juizado Especial da Infância e Adolescência), Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola) e FMPETIPA (Fórum Municipal de Prevenção e Erradicação ao Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente de Franca).

O promotor de Justiça Anderson de Castro explica que a necessidade de se firmar o termo de cooperação entre as entidades surgiu a partir da observação de comportamentos de jovens no período pós-pandemia. “Muitos alunos se acostumaram a ficar em casa, sem ir à escola, dedicados a trabalho informal, formal, lícito ou até ilícito, como o tráfico de drogas”.

O membro do MP-SP afirma que os órgãos vinham trabalhando de maneira individualizada com os estudantes, situação que deve mudar com a parceria.

“Em algumas ocasiões, a gente sentia falta de uma atuação mais coletiva. O termo é para que haja uma união de esforços. Para dar mais oportunidades antes de qualquer tipo de responsabilização por parte de pais e adolescentes. Mostrar quais são as possibilidades que se abrem com o ensino formal”, contou.

Por meio da junção de esforços citada pelo promotor, as instituições irão promover conversas com os alunos e seus responsáveis para falar a respeito da importância de se frequentar a escola, além de oferecer cursos de pré-aprendizagem com bolsas de R$ 300. “O objetivo é qualificar os adolescentes para que eles estejam preparados para o mercado de trabalho”.

Mais informações a respeito das bolsas e dos cursos serão divulgadas ao longo dos próximos dias.

Homenagem a juíza

O evento organizado para a assinatura do termo de cooperação também teve uma pitada de emoção. A juíza Eliana Nogueira, que se aposentará neste mês, foi homenageada pelos membros das instituições presentes.

“Ela contribuiu muito para o fomento de uma abordagem mais intersetorial entre a rede de proteção. A oportunidade foi aproveitada para render uma justa homenagem a ela em razão do trabalho dedicado à causa da infância e da juventude em Franca”, disse o promotor de Justiça Anderson de Castro.

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Comentários

1 Comentários

  • Antonio Flavio do Nascimento 15/10/2024
    A escola não pode ser \"depósito\" de gente, para que o o \"aluno\" não fique nas ruas. Se é para não deixar o jovem nas ruas, ocioso, etc., traficando, usando drogas, etc, então o problema é de segurança pública, e quem está falhando é o governo no combate efetivo às drogas. Pensar que na escola o jovem estará \" blindado ou \" vacinado\" contra as drogas, se nem Proerd temos mais. A escola a priori, penso eu, deve ser um local , contrariando a legislação , um local \" democrático\", ou seja, deve ir para a escola o aluno que deseja ser ESTUDANTE, e não ser simplesmente um aluno, pois há uma diferença enorme entre o \"aluno\" e o \" estudante\", pois muitos \"bons\" alunos terminam o ensino médio por força da progressão automática , e nem sabendo tabuada ou interpretar um texto, sendo analfabetos funcionais. Na escola pública temos milhares de \"alunos \", mas pouquíssimos \" estudantes,\" pois muitos jovens frequentam a escola por uma imposição da lei, e na escola , incomodados, vai atrapalhar a todos, alunos, professores até a direção. Sem falar que muitos jovens por serem portadores de TDAH, não recebem a começar, pelos pais, a devida atenção e a busca por um tratamento médico. Finalmente, penso que esse encontro, me faz recordar a cena do filme Titanic, dos músicos tocando violinos, o o navio da Educação afundando, pois muitos que querem dar palpites na educação não tem filhos na escola publica, não são professores, não conhecem o chão de uma escola, mas querem apontar soluções para salvar nossos jovens. É um absurdo.