O décimo mês do ano é marcado pela campanha Outubro Rosa, voltada para a conscientização a respeito da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Estimativas médicas apontam que, só em 2024, o Brasil deve registrar mais de 73 mil novos casos da doença, o que reforça a necessidade de informar e mobilizar a população – não só a feminina.
Márcio Haber, mastologista da Unimed Franca, conta que o câncer de mama é o segundo mais registrado, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Os números mostram a importância do autocuidado e da atenção com o próprio corpo, de acordo com o profissional.
“O exame clínico e o autoexame realizado mensalmente pela própria mulher têm seu valor, já que podem ajudar a identificar nódulos nas mamas. Contudo, é importante lembrar que nem todo nódulo é maligno, a grande maioria é de casos benignos”, ressalta o médico.
Muito ligado ao autocuidado citado por Haber, o diagnóstico precoce se destaca como um fator-chave para a eficácia no tratamento do tumor. “A mamografia é o exame que mais se mostra eficiente para detectar lesões antes de elas se tornarem perceptíveis clinicamente. Essa detecção precoce pode aumentar as chances de cura para algo entre 90 e 95%, além de permitir tratamentos menos complexos”, explicou o médico, que ainda ressalta que a mamografia deve ser feita anualmente por mulheres com 40 anos ou mais.
Embora menos frequentemente, o câncer de mama também pode acometer homens, que representam cerca de um a cada 100 casos. O mastologista enfatiza que, para a população masculina, o diagnóstico clínico é ainda mais importante, já que não há programas de prevenção específicos. “Se um homem perceber algum caroço ou nódulo na mama, é fundamental procurar atendimento médico para um diagnóstico adequado”, alerta.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.