As queimadas trouxeram alterações graves no clima da região de Franca, com o registro de inúmeros e assustadores incêndios nas zonas rurais e áreas de preservação ambiental durante várias semanas. Os números diminuíram neste fim de semana com a pouca chuva que caiu em alguns pontos cidade e região, contribuindo para que a terra ficasse superficialmente úmida e prevenindo a proliferação das queimadas.
Segundo o sargento Rafael Boratti, do Corpo de Bombeiros de Franca, os registros de queimadas na região estão em baixa quantidade desde a última quinta-feira, 19. “Pequenos focos foram registrados, mas em uma quantidade bem menor”. Boratti comenta que, durante o período da manhã desta quarta-feira, 24, foi registrado apenas um foco na região, próximo à cidade de Patrocínio Paulista.
Por outro lado, a Defesa Civil de São Paulo alerta sobre os riscos de novos incêndios no período entre esta segunda-feira, 23, e a quinta-feira, 26, em todo o Estado, exceto o litoral paulista. Franca seguirá na faixa emergencial, sendo classificada na mais grave escala de risco de incêndios até sexta-feira, 27.
Isso porque a previsão é de um clima seco, estável e sem chuvas, o que faz a umidade relativa do ar cair especialmente no período da tarde. Há o risco de as temperaturas em Franca chegarem a 36°C, com umidade relativa do ar em torno de 20%.
Número de queimadas registradas
O Estado de São Paulo bateu recorde no mês de agosto, que foi o mais crítico, com 3.612 incêndios este ano, ante 1.666 em 2023 e 1.599 focos em 2022. No ano de 2024, foram registrados, até o momento, 7.296 focos. Segundo o climatologista do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), Marcelo Seluchi, os números são elevados pelo cenário de seca que atinge a região.
“O período seco começou mais cedo. Abril, por exemplo, que normalmente é um período de transição entre a estação chuvosa e a estação seca, já se comportou como estação seca, choveu muito pouco. Depois, o período seco foi mais seco do que o normal", diz Seluchi. "E chegamos agora em setembro, quando normalmente já se têm as primeiras precipitações, mas essas chuvas também não chegaram", completa.
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