É raro um político não buscar a reeleição. Poucos não têm apego ao cargo. O vereador Luiz Amaral (Republicanos) da Câmara Municipal de Franca é o único que não vai disputar mais o cargo eletivo nas eleições deste ano. Não exatamente, por falta de vontade.
O Legislativo da cidade já registrou ao longo da história que um vereador já ficou no cargo por 39 anos, sendo nove legislaturas consecutivas: José Mercuri. Ele foi eleito pela primeira vez em 1963, e só deixou o cargo no final de 2002.
Luiz Amaral, de 59 anos, que completa seu primeiro mandato no final deste ano, ficará bem longe da marca de Mercuri e de muitos nomes, inclusive da atual legislatura, onde vários já foram reeleitos distintas vezes e vão em busca de mais um mandato.
Em tom de despedida, Luiz Amaral, que é pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, disse que a busca pela reeleição não depende dele próprio, e sim da vontade do partido Republicanos e da Igreja. “Não depende de mim, é uma escolha do partido, não só daqui de Franca, mas houve muitas mudanças e nesse caso não seria uma escolha minha e sim do partido. Este ano é meu final”, disse.
O parlamentar reafirmou que o mandato pertence ao partido. “Não é um mandato nosso, é do mesmo partido, não temos a escolha pessoal de dizer sim ou não”.
Eleito o terceiro vereador mais bem votado na cidade nas eleições de 2020, com 2.924 votos, Amaral admite que queria buscar a reeleição se dependesse simplesmente dele. “A vontade é de continuar, negar isso seria mentir. Mas não depende de mim”.
O pastor é natural de Paracambi, Rio de Janeiro. Casado, tem duas filhas e está em Franca há apenas 4 anos. O vereador não teve nenhum projeto aprovado – apenas nomeação de ruas, homenagens e projetos de resolução –, e disse que o papel de parlamentar é limitado. “Às vezes as pessoas pensam que é fácil chegar e fazer um trabalho, conseguir fazer os projetos de uma maneira simples, mas não é. No que foi possível. A gente colaborou para melhorar. Gostaria de ter feito mais para a área da Saúde”.
Após concluir o mandato e deixar a vida política, Luiz Amaral também não sabe se permanecerá morando em Franca. “Como pastor, não depende da gente. Agora, o que a parte da direção da Igreja vai definir em relação a mim, isso não sei, se vamos ficar em Franca ou vamos para outro lugar, outro Estado. Mas eu amo Franca e se eu ficar aqui, será um prazer. Se eu não ficar, vou guardar Franca em meu coração”, disse o pastor que há mais de 40 anos abraçou a sua vocação cristã e se tornou missionário. “Se eu pudesse, moraria aqui até o fim da vida. Franca é uma cidade maravilhosa”.
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Comentários
6 Comentários
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ADILSON 19/08/2024Nunca nem ouvir falar nesse vereador , e outra o cara esta lá a mando de igreja , sinal que que não tem opinião propia e vota e age conforme , as lideranças religiosas acha -
LILS 19/08/2024Igreja e politica não deviam se misturar. Parabens à Igreja Catolica que sabe muito bem disso. -
Mauricio Fico 19/08/2024eu acho que o candidato a vereador e outros cargos tbem,deveria ter uma regra,se candidatar e caso ser eleito,abriria mão do que faz como trabalho,e iria se dedicar ao cargo onde o povo o confiou ,e ai trabalharia emprol do municipio e do povo,é minha opiniaõ. -
Eduardo 19/08/2024O cara nem sequer morava na cidade quando foi eleito. Que tipo de Francano vota num cara desses? -
BETO CHAGAS 18/08/2024O caso do vereador Amaral não é isolado, nem inédito. É comum igrejas definirem um nome de confiança da cúpula e, por imposição, determinarem aos seus fiéis o voto naquela pessoa. Isso acontece inclusive para o Conselho Tutelar. Acompanhando o desempenho do Vereador Amaral na Câmara foi visivel que ele mal conhecia a cidade, localidades, pessoas etc. Isso aconteceu também com o ex-vereador José de Deus, da mesma igreja. Isso é ruim para o mandato, isso é ruim para o conjunto do Legislativo. Religião e política podem se conviver, sim, mas dentro de critérios. -
Alexandre Cesar Lima Diniz 18/08/2024O mandato, o cargo de pastor e a alma dele pertencem ao Edir Macedo.