O cenário de venda de animais de estimação no Estado e, consequentemente, em Franca, passa por mudanças significativas com a implementação de uma nova lei estadual. A legislação, que entrou em vigor na última semana e visa assegurar o bem-estar dos bichinhos, reformula as práticas de comercialização de cães e gatos, exigindo condições mais rigorosas para criação e venda.
Agora, os criadouros e lojas precisam se adequar a normas que incluem espaço adequado, tratamento diferenciado para as fêmeas, datas limitadas para castração, instalação de chips, idade mínima para a comercialização e a proibição de exibir filhotes em vitrines.
Essas mudanças são vistas como positivas para a saúde e o bem-estar dos animais, além de trazerem mais seriedade para a comercialização e exigirem maior compromisso de criadores e comerciantes para proteger e cuidar dos bichos.
"A lei veio para melhorar e dar qualidade de vida aos animais"
Para Cláudia Lino de Araújo, veterinária e proprietária de um estabelecimento que funciona como pet shop e clínica veterinária no bairro Cidade Nova, em Franca, a nova lei pode trazer alguma dificuldade inicial aos lojistas, mas é crucial, principalmente, quando se trata da venda das crias.
"Esse filhote em exposição na vitrine, muitas vezes a pessoa já o comprava vermifugado e vacinado, dando continuidade ali. Já levava ração e uma cama, tudo da mesma loja. Acho que, nessa parte, de vendas diretamente, vai cair um pouco. Mas, na minha opinião, a lei veio para melhorar e dar qualidade de vida aos animais. Isso tem que ser sério", comentou.
Ela também enfatizou a importância da responsabilidade no processo de criação e venda dos pets. "A comercialização precisa ter seriedade, pessoas responsáveis e o espaço adequado. E o tratamento diferenciado para as fêmeas, que são matrizes. Acho que é o grande foco dessa lei: somar na vida dos bichinhos".
Além disso, Cláudia destacou os problemas que expor filhotes nas vitrines causava: "Isso era muito ruim. Você já comprava um animal muito quietinho. Às vezes, ele não tinha uma qualidade de vida por ser exposto e, quando ia para a casa, se comportava de forma diferente ou já ficava doentinho”.
"Lei preza pelo bem-estar dos animais"
Proprietário do Terra do Pet, Thales Secco segue a mesma linha de raciocínio. “Acreditamos que a lei é relevante, válida, porque preza pelo bem-estar dos animais. Essa sempre foi e deve ser nossa maior preocupação”.
Thales ainda disse que não acredita em grandes mudanças, já que seu estabelecimento segue o que é pedido na legislação. “Muito do que é exigido já tem sido aplicado de forma espontânea há algum tempo”.
A nova legislação já está em vigor desde a última quinta-feira, 11. O texto ainda teve dois trechos vetados pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Um deles fazia com que os criadores tivessem, obrigatoriamente, um veterinário no quadro de funcionários, enquanto o outro dava punições mais severas aos infratores, os enquadrando na lei de crimes ambientais.
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Comentários
1 Comentários
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djalma 18/07/2024Atraso total. Lei feita para mascarar a triste realidade vivida pelos animais. Há mais de 100 anos (1889) já foi proibida a compra e venda de seres humanos no Brasil. Hoje os pets são tratados como humanos. Dormem nas camas das pessoas, usam roupas, comem melhor que muitos humanos. Por que até hoje ainda se permite a comercialização de animais de estimação? Deveria ser é totalmente proibida a criação para comércio, venda e compra de animais cujo tratamento atual se equipara ao dos humanos.