DESESPERO

Faxineira espera cirurgia há 12 anos com risco de parar de andar

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Rosana Cristina de Paula Santana, de 52 anos: entrou para 'uma fila', mas nunca é chamada para fazer o procedimento
Rosana Cristina de Paula Santana, de 52 anos: entrou para 'uma fila', mas nunca é chamada para fazer o procedimento

Uma indefinição sobre quando irá realizar uma cirurgia de prótese de quadril atormenta uma moradora de Franca há 12 anos. Rosana Cristina de Paula Santana, de 52 anos, sofreu um acidente em 2012. Desde então, entrou para 'uma fila" e nunca é chamada para fazer o procedimento.

Na época do acidente, Rosana estava em um carro que caiu de um barranco. A faxineira, agora afastada pelo INSS, quebrou a "cabeça" do fêmur e fraturou a coluna.

Katia Cristina Santana, de 32 anos, filha de Rosana, relata que após a cirurgia do fêmur, a mãe ficou com uma perna menor que a outra. “Com isso, está com desgaste no osso, está raspando osso com osso, e ela está cada mais manca e com dificuldade para andar, pois a dor é insuportável. Precisamos urgente desta cirurgia, se não ela vai para a cadeira de rodas, e ela tem só 52 anos”, descreve a filha.

Rosana acumula dois pedidos para colocar a prótese na Secretaria Municipal de Saúde, um de 2012 - época do acidente - e um outro em 2016, entretanto, sem êxito para fazer o procedimento.

Rosana conta que em uma consulta no dia 6 de junho, o médico pediu para que ela parasse de tomar o remédio para dor porque pode afetar os rins, e que ela precisa fazer a cirurgia. “Ele disse que é pra eu ir atrás porque eu preciso fazer cirurgia e que meu problema já complicou, não tem como mais tomar remédio”, diz Rosana.

Atualmente, Rosana depende 100% da bengala para se locomover e afirma que não consegue dobrar o joelho para andar de carro. A família teme que a situação dela piore, caso a cirurgia não seja realizada.

A Prefeitura de Franca informou, em nota, que o procedimento de artroplastia do quadril da paciente foi protocolado como procedimento eletivo e com necessidade de realização em ambiente hospitalar. No momento, Rosana aguarda a liberação de vaga respeitando a ordem cronológica e os critérios de prioridades.

A Prefeitura também informou que a gestão sobre os recursos de média e alta complexidade hospitalar é de responsabilidade da Secretaria Estadual de Saúde. A regulação das vagas é de atribuição do Departamento Regional de Saúde (DRS VIII).

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Comentários

2 Comentários

  • fernanda 11/07/2024
    Arruma uma declaração de residência em Ribeirão Preto....lá consegue mais rápido..... em Pedregulho SP tem Dr Fabricio mas ele é acostumado a operar a perna boa e deixar ruim, trocar os ossos de lugar e faz 15 cirurgia num dia só, atende como ginecologista, cardiologista, pneumologista e pediatra, mas ortopedia mesmo não sabe nada rs
  • Márcio 11/07/2024
    Cadê a galerinha \"Viva o SUS\" agora?