O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou a destituição dos quatro vereadores de Igarapava, a 85 km de Franca, por fraude na cota de gênero pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro) nas eleições municipais de 2020.
A decisão acompanha o que apontou o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) em outubro de 2022. Perderam os cargos Frederick Requi Mendonça, Gélio José Preciozo, José Aguinaldo de Oliveira e Márcio Wellington da Silva. Os suplentes assumem as vagas no Legislativo da cidade na próxima semana.
Segundo apurado, o partido lançou candidatas fictícias para cumprir a exigência de 30% de mulheres na composição da chapa. Os dois nomes envolvidos são de Lúcia Helena Salvador Pereira e Isabel Aparecida Mendonça Perim.
Para embasar a decisão, o TRE e TSE destacaram uma série de fatores, como "similaridade dos aspectos contábeis" das candidatas e "pífia votação" obtida. Lúcia não votou em si mesma, recebeu apenas 1 voto e fez campanha para outro candidato. Já em relação a Isabel, consta que ela também não votou nela própria e recebeu apenas 2 votos.
Na fase de contestação, a defesa alegou que as candidatas se sentiram desestimuladas e desistiram da campanha eleitoral sem comunicar o partido. Outro motivo apontado foi que as candidatas digitaram o número errado na urna. As alegações foram consideradas insuficientes pela Justiça.
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Comentários
1 Comentários
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Antonio Carlos 08/06/2024Eu penso que se elegeram esses pilantras então a população deve conviver com a pilantragem que escolheram e as suas óbvias consequências. Povo que elege pilantras merece a pilantragem que escolheu.