VIOLÊNCIA NAS RUAS

Número de mortes no trânsito dispara 100% em Franca em 2024

da Redação
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Reprodução
Mulher morreu atropelada na Cândido Portinari, no dia 20 de abril
Mulher morreu atropelada na Cândido Portinari, no dia 20 de abril

Andar pelas ruas de Franca tem se tornado uma tarefa dura e perigosa. Somente neste ano, de janeiro a abril, dezesseis pessoas morreram no trânsito da cidade. Os dados do Detran, da plataforma Infosiga, divulgados nesta segunda-feira, 20, apontam que a principal causa de fatalidades foi os atropelamentos, com sete mortes.

Os números são exatamente o dobro do registrado no mesmo período do ano passado, quando oito pessoas morreram. As dez mortes registradas em fevereiro e março (seis e quatro, respectivamente) impactaram diretamente no aumento das fatalidades.

Além das sete mortes por atropelamento, a cidade registrou cinco acidentes fatais com motociclistas e quatro com ciclistas.

Para o capitão da Polícia Militar Régis Mendes, números baixos dificultam uma análise real do problema enfrentado pela cidade. “Fazer uma análise estatística com números muito baixos dificulta entender o que de fato ocorre. Nos três primeiros meses do ano passado ocorreram três mortes no trânsito. Esses números estão fora da média. Analisando os últimos cinco anos, de 2019 a 2023, com números maiores, é possível fazer uma análise mais qualitativa", diz o capitão, que foi responsável pelo trânsito de Franca por vários anos. "Nos cinco anos somaram 205 mortes distribuídas por meio de locomoção: 98 motociclistas, 48 pedestres, 36 automóveis, 21 ciclistas e 2 outros. Isso dá uma média de 3,42 mortes por mês”.

Outro dado importante divulgado pelo Detran é o número de mortes envolvendo ciclistas: foram quatro neste período em 2024. Este é o maior número registrado pelo órgão desde 2015, quando a plataforma do Infosiga foi lançada pelo Governo do Estado de São Paulo.

Para Régis, a melhor maneira de reduzir os números fatais da cidade é formar um pilar com educação, infraestrutura e esforço legal.

“A educação é o principal pilar para que se tenha um trânsito seguro. Os pilares são: Educação, Infraestrutura e Esforço Legal (multa, leis, justiça etc). Todos os países e cidades que buscam a redução da violência no trânsito investem nesses três pilares", continuou o capitão.

"Ter a infraestrutura ideal, e todos os órgãos envolvidos no esforço legal atuando da melhor forma possível, se não houver o comprometimento e o cumprimento das leis por parte dos usuários das vias, não se chega a um trânsito seguro”, disse ele.

Outro ponto que Mendes destaca é o entendimento da população de que o trânsito é um ambiente coletivo. “Por mais que a fiscalização seja presente, ela não estará em todas as vias, cabendo aos usuários escolherem respeitar as leis, mesmo quando não estão em locais com possibilidade de serem fiscalizados”, finalizou.

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Comentários

1 Comentários

  • Eduardo 02/06/2024
    É normal isso. Não há mais nenhuma fiscalização. A cidade foi tomada por motoqueiros que não respeitam mais nenhuma regra de trânsito, além de infernizarem a vida de todos com o barulho. Fora as camionetes de gente folgada que não respeita ninguém. Mas isso aí é fruto do bolsonarismo que não queria fiscalizar o trânsito pra não \"atrapalhar o brasileiro\". Resultado, mais mortes, trânsito infernal e violência. E vai piorar, em breve 100% das motos terão escapamento alterados e os motoqueiros daqui a pouco estarão andando em cima dos carros.