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Quadrilhas de agiotas de Franca continuam na cadeia

Nas últimas semanas aconteceram os últimos interrogatórios dos suspeitos, que estão presos desde o final de novembro de 2023.

13/05/2024 | Tempo de leitura: 3 min
da Redação

Reprodução

Operação Castelo de Areia: Evanderson Guimarães, Douglas Guimarães, Ezequias Guimarães, Ronny Hernandes, Rogério Requel, Bruno Guimarães e Leomabio Paixão
Operação Castelo de Areia: Evanderson Guimarães, Douglas Guimarães, Ezequias Guimarães, Ronny Hernandes, Rogério Requel, Bruno Guimarães e Leomabio Paixão

Já se passaram quase seis meses desde a megaoperação do Ministério Público que desmantelou duas grandes quadrilhas de agiotas em Franca. Nas duas últimas semanas, os processos das operações “Maré Alta” e  “Castelo de Areia” tiveram grandes avanços e entraram nas fases finais antes da decisão da Justiça.

De acordo com o promotor Rafael Piola, que está à frente das acusações no Ministério Público, as quadrilhas responderam pelos mesmos crimes, porém os envolvidos da Castelo de Areia terão um crime a mais para responder, que é o de corrupção ativa.

“Agora estamos entrando na fase final do processo. As partes apresentarão as suas alegações finais e depois o juiz decidirá. Na operação Maré Alta eles respondem pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e usura. Já na operação Castelo de Areia, os envolvidos respondem pelos mesmos crimes e também pelo crime de corrupção ativa”, afirmou o promotor.

As duas quadrilhas tinham o mesmo intuito – emprestar dinheiro com juros altíssimos –, mas, apesar do crime ser o mesmo, elas funcionavam de maneiras distintas. Essa diferença no modo de agir influenciou na decisão dos juízes que estão no caso.

Na operação “Maré Alta”, dos dez presos no dia da operação, apenas seis continuam presos, já que o MP pediu a soltura de quatro deles. Já na “Castelo de Areia”, o juiz determinou que todos os sete envolvidos continuem presos, incluindo um ex-policial civil, que chegou a ficar foragido, mas foi preso no início deste ano.

Segundo as investigações do Ministério Público, as duas quadrilhas movimentaram mais de R$ 55 milhões de reais. Apesar de terem modos de operação diferentes, todos os envolvidos nas duas quadrilhas gostavam de ostentar carros e mansões de luxo.

A reportagem do portal GCN/Sampi entrou em contato com a defesa dos acusados envolvidos, mas até o término da reportagem ninguém se manifestou.

Relembre os casos:

“Maré Alta"
A operação Maré Alta foi deflagrada no dia 22 de novembro de 2023 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), com apoio da Polícia Militar. Foram cumpridos dez mandados de prisão temporária e 13 de buscas e apreensão.

Segundo o Gaeco, os integrantes da quadrilha são acusados de integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro e usura, que é empréstimo de dinheiro a juros superiores à taxa legal ou agiotagem.

As investigações identificaram que o grupo atuava na região de Franca emprestando dinheiro a juros exorbitantes e fazendo o uso de violência e grave ameaça às vítimas para cobrar os valores.

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Castelo de Areia
A operação Castelo de Areia contra a agiotagem em Franca foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público, no dia 24 de novembro de 2023.

O grupo é acusado de integrar uma quadrilha que agia com violência na atuação de agiotagem, inclusive com a participação de um ex-policial civil.

A organização criminosa era formada por núcleos familiares. Os agiotas são tios e sobrinhos, e cada um tinha uma função específica no esquema. Segundo o Gaeco, era usado capital próprio dos membros da quadrilha para movimentar a organização.

Os juros eram variados em cima de cada empréstimo, podendo ir de 8% até 30%.

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1 COMENTÁRIOS

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  • Njr
    14/05/2024
    Tomara que mofam na cadeia... Difícil mas...