CÂMARA

Grupo de funcionários de creches de Franca pede salários 'dignos'

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
N. Fradique/GCN
Professores de creches lotaram o plenário durante sessão da Câmara na manhã desta terça-feira
Professores de creches lotaram o plenário durante sessão da Câmara na manhã desta terça-feira

Um grupo de funcionários de creches-escolas de Franca esteve nesta terça-feira, 7, no auditório do Uni-Facef, onde estão sendo realizadas as sessões da Câmara Municipal. Os trabalhadores contratados como "educadores" reivindicam melhores salários, mudança da nomenclatura para professor e apoio do sindicato para a categoria. Os profissionais da área são contratados pelas instituições que têm parceria com a Prefeitura e não são considerados servidores municipais.

O representante da categoria, Luciano Rogério, usou a Tribuna pedindo salário mais "digno". “Todos têm pedagogia, formação. Pedimos aos vereadores que nos apoiem nessa luta”, disse.

Faixas e cartazes mostravam frases como: “Educadores lutando, também estão ensinando. Queremos nossos direitos”. “Valorização profissional, já”.

O vereador Zezinho Cabeleireiro (PSD) lembrou que essa luta da categoria vem há tempo. “Participei de várias reuniões, eu acho que dá ação judicial, porque não pode haver desvio de função. E eles estão sofrendo isso há muito tempo”.

Ilton Ferreira (União), Claudinei da Rocha (MDB), Lurdinha Granzotte (Republicanos) e Gilson Pelizaro (PT) também discutiram a questão. “Tem creches que estão tentando contratar para atender a demanda e não consegue, devido à desvalorização. A pessoa investe na faculdade, se dedica, gosta do que fez, só que quando chega para ser contratada é um valor insignificante”, disse Claudinei. “A Secretaria de Educação, junto com o prefeito (Alexandre Ferreira, MDB), poderia reavaliar essa situação com urgência”, completou.

Pelizaro disse que é necessário analisar a Constituição para ver que tipo de projeto poderia se apresentar para buscar uma solução para a categoria. “A rede municipal de creches deveria ser de servidores por concurso público, para ter o mesmo salário. Uma alternativa seria aumentar o repasse da creche para aumentar os salários desses professores. É o caminho que nós temos, de maneira mais imediata. Tem muito dinheiro do Fundeb que poderia ser colocado”, disse o parlamentar.

O que diz a Prefeitura
A Prefeitura de Franca informou que, das 85 instituições, em cinco alguns educadores aderiram à paralisação parcial. Segundo a Secretaria Municipal da Educação, dos 1.100 educadores, 50 participaram.

"(A Secretaria da Educação) Ressalta que desde o ano passado tem realizado reuniões com representantes da categoria. No entanto, a negociação salarial é feita pelas entidades do terceiro setor do município, responsável pela apresentação do plano de trabalho", diz nota.

"Esclarece que as contratações de profissionais são previstas no projeto apresentado pela Organização da Sociedade Civil (OSC), realizadas por meio de contratação de empregados celetistas (CLT), profissionais autônomos, profissionais liberais e prestadores de serviço. Os salários bases não poderão ser inferiores ao piso da categoria ou, na sua ausência, ao salário-mínimo estadual vigente", continua.

Destacou, ainda, que "o piso magistério se aplica apenas aos profissionais da Rede Pública de Ensino, pois estes são concursados".

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Comentários

5 Comentários

  • Camila 09/05/2024
    É por essas outras que trmos q ir pensar nós governantes em quem votamos estão pouco se lixando pelos educadores . Teremos aí na próxima eleição uma profissional da área e capacitada para melhorias na categoria PROFESSORA RITA MOZETTI
  • Aliene Teixeira da Silva 07/05/2024
    Está luta é injusta e não tem como medir forças, realmente só foram poucos funcionários devido as ameaças que todos receberam em tentar protestar por seus direitos,a educação é dever municipal terceirizaram para poder baratear mão de obra e roubar os recursos,toda nossa região cidades menores pagam o piso nacional estabelecido por lei menos aqui onde visam apenas o lucro e não enxergam o ser humano, a falta de funcionários para o setor só vem mostrar o quanto é humilhante após fazer uma faculdade e várias pós graduação para estar sempre atualizado o professor ser contratado como educador e receber 2 mil e pouco por mês salário que são ofertado a quem possui apenas ensino médio, é degradante o que sofremos com um sindicato de hotelaria que pouco se importa em defender os direitos ou apoiar em qualquer reinvidicação ,mas todo início de ano cobra a taxa de trabalho obrigatória para sua manutenção,uma jogada de interesse entre a administração pública que terceirizou este trabalho tão importante que é a educação infantil e as instituições que assumem a administração destas creches sem se preocupar com seu quadro de funcionários estarem sendo explorados com estes salários de passar fome ,fica aqui minha indignação a secretária de educação e toda administração pública desta gestão .
  • Tiago 07/05/2024
    Como disseram:\" somos todos formados em pedagogia\". Esta aí o problema, se muitas pessoas podem fazer o trabalho que fazem, o valor do seu serviço será menor mesmo. Excesso de oferta.
  • ALEXA PóPó 07/05/2024
    Esses educadores merecem total atenção da prefeitura e dos órgãos coparticipativos de remuneração dos mesmos , eu como pai que deixa o filho em creche não tenho palavras para descrever a gratidão que tenho por estes profissionais educadores , o trabalho realizado é de extremo cuidado , amor, carinho e ensinamentos que são de total importância para nossas crianças , digo que em casa eu mesmo não faria melhor ! Não sei quanto ganham nem os direitos , mas na minha opinião poderiam triplicar os salários , e dar todos benefícios possíveis que com certeza será o dinheiro municipal mais bem gasto de todos!
  • Siva 07/05/2024
    As instituições que administram as creches sao as responsaveis pelos salarios ridicilos, ate pouco tempo o senhor vereador Ilton nao estava poupando esforços para diminuir os salários das professoras auxiliares, que com salarios dignos sair das creches, onde o ambiente psicológico que viviam é totalmente gerido de maneira amadora, sem contar diversas situacoes maldosas vividas pelas funcionarias onde as gestoes das creches oor exemplo colocam mulheres gravidas nos berçarios onde o servico é mais pesado apenas para puni-las, o correto seria retirar as creches das maos destes empresarios travestidos de caridosos