Com a celebração da Sexta-Feira Santa nesta sexta, 29, a comunidade católica deixa de ingerir carne vermelha e troca, geralmente, o alimento por peixe. A tradição do jejum acaba gerando grande procura nas peixarias. E em Franca não é diferente.
O comerciante Eduardo Alexandre Lemos Ribeiro, de uma peixaria no bairro Cidade Nova, diz que a data religiosa altera a rotina de seu estabelecimento, ao comparar com os dias normais. “O que eu vendo numa quinta-feira normal, eu vendo dez vezes mais cada dia (desta semana)”, afirmou Eduardo, sobre a procura por pescados em sua loja por conta da Semana Santa.
Para atender essa demanda, ele diz que tem peixe para todos os gostos e bolsos, com uma variedade de opções para os clientes.
“Aqui na peixaria, tem filé de salmão fresco, filé de tilápia fresco. E a gama de camarão que eu tenho - camarão pequeno, médio, G, GG... Tem aqui a tilápia inteira que a gente vende bastante e a carne de siri com camarão, que a minha esposa faz”, cita Eduardo.
O comerciante relata que a grande demanda impede que o atendimento por meio de delivery seja realizado, e aconselha que as pessoas se dirijam à peixaria presencialmente. Nesta sexta-feira, 29, a peixaria funcionará das 8h às 15h. Os valores dos camarões variam de R$ 49,90 até R$ 270 o quilo. Já o filé de bacalhau sem pele salgado está na promoção, de R$ 120 por R$ 90. O filé de tilápia é vendido por R$ 65 e o salmão fresco chileno, R$ 125.
Em uma outra peixaria na Vila Aparecida, em frente ao Tiro de Guerra, a procura era tão grande, com o entra e sai de clientes na tarde dessa quinta-feira, 28, que os três atendentes do local não conseguiram falar com a equipe de reportagem, mas um cliente que estava concluindo as compras relatou que seis quilos foram comprados para a Sexta-feira Santa.
O motorista Donizete Patrocínio da Costa, 68 anos, contou que, desde quando nasceu, em todas as Sextas-Feiras Santa ele adere ao peixe, em vez da carne vermelha.
“É tradição, toda sexta. Vamos preparar os peixes frito e de molho. Estamos levando piramutaba para molho, e tilápia frita”, afirma Donizete.
O motorista relata que os preços encontrados neste ano, em sua opinião, não mudaram muito em relação a 2023. "Do ano passado eu não comprei aqui não, comprei de fora. O preço está mais ou menos, está melhorzinho do ano passado", diz Donizete, que contou que reunirá os cincos filhos e os netos em seu sítio.
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