ECONOMIA

Caged: Franca cria 1.366 empregos em fevereiro; segundo mês no azul

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução/Sindifranca
Linha de montagem de calçados em fábrica
Linha de montagem de calçados em fábrica

Dados divulgados pelo Caged (Cadastro de Geral de Empregados e Desempregados) nesta quinta-feira, 28, mostram que Franca fechou o mês de fevereiro com 1.366 empregos formais criados. O resultado é o saldo de 5.686 admissões, contra 4.320 demissões, tornando-se o segundo mês consecutivo no azul.

Houve crescimento de 24,74% na abertura de vagas comparado com o mesmo período do ano passado, quando o Ministério do Trabalho contabilizou 1.095 empregos criados na cidade. Historicamente, após as demissões de fim de ano, seja para enxugar a folha salarial ou o final dos contratos temporários, os meses de janeiro e fevereiro costuma se sobressair nas recontratações.

O resultado positivo foi impulsionado pela Indústria, com saldo de 809 postos criados no período. Foram 1.728 admitidos, contra 919 demitidos no setor.

Apesar dos números, o cenário é negativo para as fábricas de calçados. Isso, porque em entrevista ao Portal GCN/Rede Sampi no dia 15 de março, o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão, já havia antecipado que o município dificilmente recuperaria os 3.029 postos fechados em 2023.

“Em outros anos de muitos pedidos, que é o normal, conseguiríamos recontratar essa mão de obra no primeiro trimestre. Coisa que não aconteceu nos últimos anos, e neste ano a previsão é que não consigamos. No mês de janeiro readmitimos 657 funcionários”, disse o sindicalista.

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Ambiente de incerteza gerado por incertezas econômicas, instabilidade política e jurídica. Os sapateiros lidam com tributação sobre produtos nacionais, enquanto os importados até US$ 50 - aproximadamente R$ 250 - são isentos; competição tributária entre os estados; e a possibilidade de revogação da desoneração da folha salarial.

Com resultados semelhantes, o setor de Serviços abriu 316 postos, enquanto Comércio criou 306. Agropecuária encerra a lista dos que fecharam no positivo, com +22. Por outro lado, Construção fechou 87 empregos.

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