Uma semana depois do registro de um homicídio em frente ao Centro Pop, seguido de um protesto na Câmara Municipal, o presidente do Poder Legislativo de Franca, Della Motta (Podemos) disse que é preciso uma união de forças dos órgãos "com mais afinco" para resolver a questão social que a cidade vive.
Em entrevista na manhã desta segunda-feira, 26, à Rádio Difusora AM, Della Motta foi bastante enfático ao abordar a questão. Ele disse que 98,5% do que é gasto com "situação de rua" são exclusivos do município com uma pequena parcela de ajuda do governo federal. Ele questionou também a eficácia do serviço.
“Se nós voltarmos um pouquinho na Hélio Palermo (onde o Centro Pop foi instalado pela primeira vez na cidade), houve a destruição ali (da casa). O município investiu mais ou menos 400 mil reais para reformar e devolver. Colocaram eles no colégio Champagnat, destruíram o colégio também. É o histórico que infelizmente temos que passar”, disse o vereador.
Della Motta disse que criminosos estão infiltrados entre os moradores de rua. Ele questiona a manutenção do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado há anos por órgãos públicos que cuidam da questão.
“Existem moradores de rua? Existem. No meio desse pessoal infiltrou aqueles mal intencionados que fazem o tráfico de drogas. Aquele que alicia, aqueles que praticam crimes. Ninguém contestou o TAC. Qual foi o percentual de acerto dessas pessoas da assistência social? Está enxugando gelo. Às vezes recebemos vídeos de outros prefeitos que têm o apoio do Ministério Público, às vezes tem o apoio da Defensoria, aqui não. Eles querem que se cumpra o TAC, só que é para a minoria”.
Por fim, Della Motta disse que as pessoas precisam procurar também outros órgãos envolvidos na questão, e não só a Câmara Municipal. “Eles procuram a Câmara, mas vou indicar o caminho: primeiro inicia na Defensoria Pública, depois passa no gabinete do prefeito e depois encerra no Ministério Público. É o passeio pela Presidente Vargas. Tem que ir à Câmara tem, só que tem órgãos também que precisam participar desse debate com mais afinco, com vontade de resolver o problema. Faz audiência pública e é uma enrolação danada, não chega a ponto nenhum depois todo mundo vai tomar café, e o pessoal que mora no bairro (Vila Formosa) está se lascando”.
Della Motta informou também que a reforma da Câmara Municipal está dentro do cronograma. Enquanto isso as sessões seguem sendo realizadas no Auditório do Uni-Facef. A obra está estimada em R$ 2,5 milhões.
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Comentários
1 Comentários
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Dirceu 26/02/2024Onde tem CLIENTE, tem traficante. Essa onda de furtos de fios em residência que está acontecendo em Franca, alguém acha que é pra comprar comida??? Boa parte do dinheiro obtido com os furtos, com certeza, vai pra droga e cachaça. Infelizmente, está ficando uma situação sem controle.