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Servidores públicos e sapateiros recusam contrapropostas de reajuste salarial em Franca

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução
Assembleia geral dos servidores realizada na sede do sindicato neste sábado, em Franca
Assembleia geral dos servidores realizada na sede do sindicato neste sábado, em Franca

Sem acordo. Exatas 40 horas separaram as assembleias gerais de duas das principais categorias de trabalhadores em Franca. Enquanto os sapateiros disseram “não” ao reajuste salarial de 2%, mais a reposição da inflação na última quinta-feira, 22, os servidores públicos municipais recusaram a contraproposta enviada pela Prefeitura de 3,82% de aumento neste sábado, 24.

Com data base na próxima sexta-feira, 1º de março, cerca de 20 mil trabalhadores aguardam o fim das negociações para descobrirem o valor de acréscimo em 2024.

Cerca de 150 servidores compareceram à sede do Sindserv (Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Franca e Região). Na mesa, 3,82% de reajuste salarial, de cartão alimentação e de abono escolar. Em uma situação hipotética, caso o percentual fosse aprovado, o servidor que recebe R$ 2,2 mil passaria a ganhar R$ 2.284. O cartão saltaria dos atuais R$ 950 para R$ 986,29. Já o abono de R$ 354 para R$ 357,82 – sendo o único item aceito pelos trabalhadores.

Os valores são abaixo dos propostos pelos sindicalistas no início das negociações. O presidente da categoria, Fernando Nascimento, havia solicitado 15% de reajuste salarial, R$ 1,5 mil de cartão alimentação e R$ 414 de abono escolar em 2025.

“Vamos tentar recursar com o prefeito (Alexandre Ferreira, MDB) para ver se melhora essa contraproposta apresentada aos servidores. Os servidores são colaboradores. Estão tocando a cidade de uma maneira muito correta e responsável. Precisamos da compreensão do prefeito”, disse Fernando.

Ainda segundo o sindicalista, a administração tem condições de melhorar a proposta para os servidores. “As contas da Prefeitura estão equilibradas. Apresentei um projeto no Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), onde mostram que as contas estão equilibradas. A Lei de Responsabilidade Fiscal da Prefeitura está controlada em 47%. Então, ele pode estar sim estar melhorando o nosso reajuste.”

Os servidores aguardam a marcação de uma nova data para voltarem a se reunir com a comissão do prefeito Alexandre Ferreira e prosseguirem com a campanha salarial.

Sapateiros
Além do reajuste salarial, os trabalhadores recusaram 2%, mais inflação, no abono escolar de 2025. Neste ano, o benefício foi de R$ 347. Segundo o sindicato dos sapateiros, os patrões não enviaram propostas para a criação de um vale refeição e para o aumento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), que, atualmente, é de 110 horas.

“A expectativa é boa. Estamos confiantes de que vamos conseguir avançar no número, vamos conseguir um percentual maior. Conversando com os próprios trabalhadores, há disposição deles em estar somando e se mobilizando para poder avançar na negociação”, pontuou o presidente do sindicato dos sapateiros, Wellington Paulo de Oliveira.

Ainda segundo o Sindicato dos Sapateiros, o representante patronal deve entrar em contato na próxima quarta-feira, 28, para marcar as datas das próximas reuniões para voltarem a discutir os valores de reajuste para a categoria.

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Comentários

1 Comentários

  • Kamila Gomes Dias 24/02/2024
    Há 40 anos atrás a polícia era acionada e dessia a borracha no lombo dos grevistas subversivos comunistas que reivindicavam um pouco mais que apenas poder comer melhor. Mas não se preocupem, senhores industriais, o dia que o bozo voltar vcs poderão chamar a polícia para trabalhadores outra vez.