EXPLOSÃO

Casos de dengue triplicam em Franca no início de 2024 em relação a 2023

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Médico lembra que para que o número de casos de dengue diminua, é preciso haver a colaboração da população na contenção da proliferação do mosquito
Médico lembra que para que o número de casos de dengue diminua, é preciso haver a colaboração da população na contenção da proliferação do mosquito

A explosão de casos de dengue acendeu o sinal de alerta em todo o Brasil e, em Franca, não é diferente. O número de pessoas que procuram atendimento nas unidades de saúde da cidade com sintomas da doença já ultrapassa, em três vezes, a quantidade de infectados no mesmo período de 2023. Houve situação registrada em Franca em que uma família inteira contraiu a doença, incluindo várias gerações, como avó, pai, filhos e sobrinhos.

A população e as autoridades já temem que Franca repita 2022, quando o município registrou mais de 7 mil casos positivos, 171 internações, resultando em 15 famílias enlutadas por conta de mortes em decorrência da doença.

Dados apontam que os casos de dengue neste ano na cidade podem superar os de 2023. No ano passado, 1.700 pessoas foram diagnosticadas com o vírus, resultando em 62 internações. Não foi registrado óbito. Já nos dois primeiros meses deste ano, já são 679 casos positivos, 39 internações, e um óbito.

Se considerado o mesmo período (janeiro e fevereiro) de 2023 e 2024, o número de casos triplicou em Franca, sendo 221, no ano passado, ante 679, este ano.

O médico Homero Antônio Rosa Júnior analisa a atual situação dos casos de dengue no país como “impactante e preocupante” com um grande número de internações e mortes. “Já é o terceiro ano seguido que a gente tem vivido uma explosão de casos. Esses casos estão com sintomas cada vez mais importantes por causa da circulação forte do vírus, com muitas internações e várias mortes. Cerca de 80% das pessoas têm os sintomas clássicos, que não têm complicações, mas, em algumas situações, como pessoas com a imunidade baixa, em tratamentos, a doença pode comprometer a vida do paciente”, disse.

Homero Rosa disse que o vírus tem a capacidade de provocar uma desidratação muito forte, rápida e por isso o paciente precisa ser monitorado diariamente, especialmente porque as complicações podem acontecer do segundo ao sexto dia da doença. “Nós estamos nessa situação relacionada ao verão onde ocorrem as chuvas que facilitam a eclosão dos ovos que ficam depositados pelo mosquito Aedes Aegypti, às vezes durante muitos meses. Pode atravessar até mais de um ano e, ainda, eles poderem produzir as larvas.”

O infectologista, que atuou por muitos anos na Secretaria de Saúde de Franca, afirmou que a erradicação do mosquito vetor da doença é praticamente impossível, por isso, a população precisa colaborar com o poder público nas ações de combate à doença. “Como toda epidemia, o serviço público nunca vai ser suficiente para contê-la se não houver a colaboração de cada cidadão da cidade. Se a gente conseguir fazer a contenção do mosquito, não o deixar proliferar, vamos diminuir a quantidade de doentes e, diminuindo esse número, vamos ter doenças mais leves, mas fáceis de controlar.”

O médico lamenta não ter vacina para toda população, tanto na rede pública quanto nas clínicas particulares. “Quando ocorre um surto assim, a procura pela vacina é muito grande, acabando com o estoque que tinha no país. Hoje está em falta. Não temos ainda perspectiva de quando essa vacina vai retornar, seja para o serviço público de saúde, seja para as clínicas particulares”, afirmou.

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Comentários

1 Comentários

  • George 24/02/2024
    Franca já tem 3 vezes mais casos de dengue e 3 vezes menos agentes a que tem direito, isso com centenas de concursados esperando na fila, mesmo o pagamento saindo do governo federal, o prefeito nem sequer cogita contratar,é no mínimo estranho ,Barretos é menor que franca e têm mais de 100 agentes, aí fica difícil né.