Os casos de dengue não param de subir em todo o país, inclusive em Franca. Segundo dados da Secretaria de Saúde, até esta terça-feira, 20, a cidade contabilizava 582 casos positivos da doença, com uma morte. E na esteira dos novos casos diários, a venda de repelentes cresce na mesma proporção. Mas você sabe qual comprar?
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os produtos para repelir o mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, são de dois tipos: repelentes para aplicação na pele e produtos para uso no ambiente. E atenção: não existem produtos de uso oral, como comprimidos e vitaminas, com indicação aprovada para repelir o mosquito, alerta a Anvisa.
Vale lembrar que repelentes e inseticidas precisam ter aprovação e estarem registrados na Anvisa. A lista pode ser consultada em https://www.gov.br/anvisa/pt-br /. Tire outras dúvidas a seguir.
Uso na pele
- Crianças. Todos os ativos repelentes de insetos que já tiveram aprovação da Anvisa para uso em produtos cosméticos podem ser usados em crianças, mas é importante seguir as orientações descritas na rotulagem do produto, pois cada ativo tem suas particularidades e restrições de uso.
- Só para maiores de 2 anos. O uso de produtos repelentes de insetos que contenham o ingrediente DEET não é permitido em crianças menores de 2 anos. Já em crianças de 2 a 12 anos, o uso de DEET é permitido desde que a sua concentração não seja superior a 10%, restrita a apenas três aplicações diárias, evitando-se o uso prolongado.
- Como usar o repelente na pele? Segundo a Anvisa, os produtos repelentes de insetos devem ser aplicados nas áreas expostas do corpo. O produto só deve ser aplicado nas roupas se houver indicação expressa na arte da rotulagem.
Uso no ambiente
Os produtos mais utilizados para uso no ambiente são inseticidas e repelentes. Eles devem ter a substância ativa e os componentes complementares (solubilizantes e conservantes) aprovados pela Anvisa.
- Inseticidas. Eles são indicados para matar os mosquitos adultos. Encontrados principalmente em spray e aerossol, segundo a Anvisa, possuem substâncias ativas que matam os mosquitos, além de solubilizantes e conservantes.
- Repelentes. Apenas afastam os mosquitos do ambiente. Eles são comercializados na forma de espirais, líquidos e pastilhas utilizadas, por exemplo, em aparelhos elétricos.
Aparelhos elétricos funcionam?
Nota da Anvisa alerta que os repelentes em aparelhos elétricos ou espirais não devem ser utilizados em locais com pouca ventilação nem na presença de pessoas asmáticas ou com alergias respiratórias. Podem ser colocados em qualquer ambiente da casa, desde que estejam, no mínimo, a dois metros de distância das pessoas.
Os equipamentos que emitem vibrações, CO2 ou luz, e também plantas e sementes que funcionariam como atrativos para os mosquitos ou equipamentos com outras tecnologias não são considerados saneantes passíveis de regularização junto à Anvisa.
A Anvisa alerta que os inseticidas chamados “naturais”, à base de citronela, andiroba, óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia. Ou seja, as velas, os odorizantes de ambientes e incensos que indicam propriedades repelentes de insetos não estão aprovados pela Agência. O óleo de neem, que possui a substância azadiractina, é aprovado pela Anvisa para uso em inseticidas, mas o produto deve estar registrado.
Grávidas
A Anvisa esclarece que não há qualquer impedimento para a utilização de repelentes por mulheres grávidas, desde que estejam devidamente registrados na Agência. É importante, porém, que o médico que acompanha a gravidez seja consultado.
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Comentários
1 Comentários
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JOIAS DAS ARÁBIAS 23/02/2024Espantar o mosquito? Cloroquina, é claro!! Ou seria ivermectina? Ou ainda ozônio pela via anal?